As ondas geradas em ambientes marinhos e oceânicos têm atraído a atenção de muitas pesquisas oceanográficas na área física. Aristóteles (384 a.C – 322 a.C) observou a existência de uma relação entre o vento e as ondas em ambiente marinho. Todavia, para a compreensão sobre os mecanismos de uma onda marinha, é necessária a avaliação de diversos parâmetros físicos. Durante uma coleta de dados oceanográficos utilizando um ondógrafo, foi possível obter a frequência de 0,1 s-1 e a distância entre duas cristas da onda igual a 10 m. Entretanto, os oceanógrafos precisavam obter a velocidade da onda, que foi igual a:
- A)0,01 m/s;
Errada, porque 0,01 m/s não resulta da multiplicação de frequência por comprimento de onda.
- B)0,1 m/s;
Errada, porque 0,1 m/s seria o valor da frequência sem considerar o comprimento de onda.
- C)1 m/s;
Certa, pois v = f . λ = 0,1 x 10 = 1 m/s.
- D)10 m/s;
Errada, porque 10 m/s só sairia se a frequência fosse 1 Hz.
- E)100 m/s.
Errada, porque 100 m/s exige uma frequência muito maior do que a informada.
Gabarito: C
Em ondas, a conta mais amiga do peito é a relação entre velocidade, frequência e comprimento de onda: v = f . λ. A frequência diz quantas oscilações acontecem por segundo, e o comprimento de onda é a distância entre duas cristas consecutivas. Quando você junta os dois, descobre a rapidez com que a onda se propaga no meio. Aqui, a frequência foi dada como 0,1 s^-1, isto é, 0,1 Hz. Já a distância entre duas cristas é o comprimento de onda, então λ = 10 m. Agora é só aplicar a fórmula: v = 0,1 x 10 = 1 m/s. Perceba que não é necessário inventar nenhuma física secreta do mar: a onda obedece ao mesmo raciocínio básico de qualquer onda periódica. Em concursos, a banca gosta de ver se você identifica corretamente frequência e comprimento de onda antes de multiplicar. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A velocidade da onda é 1 m/s.