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Física · FGV · 2023

Questão comentada de Física

Um carro está se movendo numa estrada plana, retilínea e horizontal, com uma velocidade constante e de módulo igual a 15 m/s. A partir de um determinado instante, acelera-se o carro durante 10 s, com o motor desenvolvendo uma potência constante e igual a 24 kW. A massa do carro e de seus ocupantes é 1,2 T. Se fossem desprezíveis as perdas de energia devidas aos diversos atritos, após esses 10 s o carro terá adquirido uma velocidade de

Gabarito: B

Quando a potência do motor é constante e desprezamos os atritos, a ideia principal é: a energia fornecida pelo motor vai virar aumento da energia cinética do carro. Em outras palavras, a potência indica quanta energia é entregue por segundo. Aqui, isso é perfeito para usar a relação entre potência e trabalho: P = ΔE/Δt. Como o carro estava com velocidade inicial de 15 m/s e recebeu potência de 24 kW durante 10 s, a energia transferida nesse intervalo foi P·t = 24000·10 = 240000 J. Essa energia aumenta a energia cinética do carro: 1/2 m(vf^2 - vi^2). Substituindo m = 1200 kg e vi = 15 m/s, fica 240000 = 1/2·1200·(vf^2 - 225). Isso leva a 240000 = 600(vf^2 - 225), então vf^2 - 225 = 400 e vf^2 = 625. Logo, vf = 25 m/s. É uma conta clássica de potência constante: não precisa inventar força, nem aceleração direta, porque o caminho mais limpo é energia. E é por isso que o gabarito B está correto.

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