Sobre a polarimetria e a determinação da rotação óptica, assinale a afirmativa correta.
- A)A rotação óptica de uma substância é independente do comprimento de onda da luz incidente e do solvente utilizado na medição.
Errada, porque a rotação óptica depende do comprimento de onda da luz e também pode variar conforme o solvente e outras condições experimentais.
- B)A calibração de um polarímetro pode ser feita utilizando água deionizada, desde que a luz polarizada passe por um meio transparente.
Errada, porque a calibração de um polarímetro exige procedimento padronizado e branco adequado, não apenas qualquer meio transparente com água deionizada.
- C)Os polarímetros visuais são mais exatos e precisos do que os polarímetros fotoelétricos, pois permitem ajustes manuais na intensidade da luz.
Errada, porque os polarímetros fotoelétricos costumam ser mais precisos e menos subjetivos do que os visuais.
- D)O uso de comprimentos de onda menores, como 365 nm, pode aumentar a sensibilidade da medição, permitindo reduzir a concentração da substância no ensaio.
Certa, porque comprimentos de onda menores tendem a aumentar a sensibilidade da medida de rotação óptica, facilitando a análise de soluções mais diluídas.
Gabarito: D
A polarimetria é a técnica usada para medir a rotação que certas substâncias provocam no plano da luz polarizada. Essas substâncias são chamadas opticamente ativas, e o valor observado depende de fatores como concentração, caminho óptico, temperatura, comprimento de onda da luz e até do solvente usado. Ou seja, não é uma medida "livre de contexto": mudar a luz ou o meio pode mudar o resultado, como acontece em vários ensaios de laboratório. Um ponto muito cobrado é que a rotação óptica costuma aumentar quando se usa luz de menor comprimento de onda. Isso ocorre porque a atividade óptica varia com a dispersão rotatória, então comprimentos de onda mais curtos, como 365 nm, tornam a medida mais sensível. Na prática, essa maior sensibilidade ajuda a detectar melhor a rotação mesmo com soluções mais diluídas, o que é ótimo quando a amostra está em baixa concentração. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela traduz justamente essa ideia: usar um comprimento de onda menor pode aumentar a resposta do equipamento e permitir trabalhar com menor concentração da substância no ensaio. É a Física dizendo: "me dê uma luz mais adequada e eu te entrego uma medida mais nítida". As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: a rotação não é independente do comprimento de onda nem do solvente, e os polarímetros fotoelétricos tendem a ser mais precisos que os visuais, pois reduzem a subjetividade da leitura. Em termos doutrinários, isso está alinhado ao comportamento da atividade óptica descrito em livros de Óptica e Química Física, especialmente na relação entre rotação específica, concentração e comprimento de onda.