Um corpo de massa M, sobre uma superfície horizontal, desenvolve uma aceleração a quando submetido a uma força F paralela à superfície. Ao dobrar o valor da força que atua nesse corpo, mantendo-a horizontal, sua aceleração passa a ser 2,5 a. Nesse caso, pode-se concluir que existe uma força de atrito:
- A)Estático entre o bloco e a superfície de valor igual a F/7.
Errada: o valor do atrito não é F/7 e, como há deslocamento com aceleração, não se trata de atrito estático.
- B)Cinético entre o bloco e a superfície de valor igual a F/3.
Certa: ao resolver as duas situações, o atrito vale F/3 e, como o corpo está em movimento, ele é cinético.
- C)Cinético entre o bloco e a superfície de valor igual a F/6.
Errada: apesar de ser atrito cinético, o valor calculado não é F/6, mas F/3.
- D)Estático entre o bloco e a superfície de valor igual a F/5.
Errada: além de o valor estar incorreto, o atrito não é estático nesse contexto, porque o corpo já acelera sobre a superfície.
Gabarito: B
Aqui a ideia é usar a 2ª lei de Newton: a resultante das forças é igual a M vezes a aceleração. Como a força aplicada é horizontal, a conta fica bem limpa: força aplicada menos atrito = M.a. Se a força passa de F para 2F e a aceleração vai para 2,5a, isso mostra que o atrito não mudou de valor, então ele está agindo enquanto o corpo desliza sobre a superfície. Montando as equações: com força F, temos F - fat = M.a. Com força 2F, temos 2F - fat = M.(2,5a). Subtraindo uma da outra, sobra F = 1,5Ma, ou seja, Ma = 2F/3. Voltando na primeira equação, fat = F - 2F/3 = F/3. Como o atrito apareceu com valor constante e o corpo já estava em movimento, ele é atrito cinético. Atrito estático é aquele que impede o início do movimento, variando até um máximo; aqui não é esse o caso. Então o gabarito B está correto: existe força de atrito cinético de valor F/3. É a clássica pegadinha de prova: a banca troca um cenário de movimento por um de equilíbrio para ver se você confunde os tipos de atrito.