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Finanças Públicas · FGV · 2025

Questão comentada de Finanças Públicas

Os indicadores de endividamento do setor público nacional ou subnacional se fundamentam no estoque da dívida ou no fluxo responsável por sua variação. Quando se opta por aferir o endividamento antes do pagamento dos juros da dívida pública, é correto afirmar que a gestão fiscal do setor público está sendo avaliada pelo

Gabarito: A

Quando a banca fala em endividamento do setor público, ela pode olhar para o estoque da dívida ou para o fluxo que altera esse estoque. A sacada aqui é identificar se a medida está sendo feita antes ou depois dos juros. Se a conta é feita antes de considerar os juros da dívida, você está olhando para a parte do resultado fiscal que exclui essas despesas financeiras, ou seja, o desempenho das receitas e despesas não financeiras. Esse é exatamente o chamado Resultado Primário. Em outras palavras: ele mostra se o governo arrecadou mais do que gastou com suas atividades correntes e investimentos, sem contar juros. Se há superávit primário, isso ajuda a conter o crescimento da dívida; se há déficit primário, a dívida tende a crescer mais rápido. É o famoso termômetro do esforço fiscal, sem a “fumaça” dos juros. Já o Resultado Nominal inclui os juros no cálculo, então ele mede a variação total da necessidade de financiamento do setor público. Por isso, quando o enunciado diz “antes do pagamento dos juros da dívida pública”, ele está apontando diretamente para o Resultado Primário. Esse é um conceito clássico de Finanças Públicas e aparece em manuais de contabilidade fiscal e estatísticas fiscais do setor público. Logo, o gabarito A está correto porque a gestão fiscal está sendo avaliada pelo resultado que desconsidera os juros da dívida, isto é, pelo Resultado Primário.

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