A assimetria informacional do tipo “ação oculta” é caracterizada por
- A)um agente que tem acesso a informação relevante desconhecida por outro agente.
Errada, porque descreve genericamente assimetria informacional, mas não identifica o caso específico de ação oculta.
- B)um modelo de sinalização em que o sinal é um bem visível para os compradores.
Errada, pois sinalização é um mecanismo para reduzir assimetria em mercados com informação privada, não um exemplo de ação oculta.
- C)um problema de risco moral, ou seja, quando há informação imperfeita sobre a ação relevante.
Certa, porque ação oculta é o típico problema de risco moral, quando a ação relevante do agente não é plenamente observável.
- D)uma seguradora que consegue observar as precauções tomadas pelo segurado a fim de se evitar o sinistro.
Errada, porque se a seguradora observa as precauções do segurado, a ação deixa de ser oculta.
- E)uma informação incompleta em um contrato entre os dois agentes.
Errada, pois informação incompleta é expressão ampla e genérica, sem caracterizar especificamente o problema de ação oculta.
Gabarito: C
A assimetria informacional aparece quando uma parte do contrato sabe mais do que a outra. Em Economia do Setor Público, isso costuma gerar dois problemas clássicos: seleção adversa e risco moral. O truque da banca aqui é saber qual deles está sendo descrito pelo enunciado. Na hipótese de “ação oculta”, a informação relevante não está na qualidade prévia do agente, mas no que ele faz depois de contratado. Ou seja, o principal não consegue observar perfeitamente a ação do agente. Isso é exatamente o cenário de risco moral: a pessoa pode relaxar, mudar de comportamento ou tomar menos cuidado porque sabe que não será totalmente monitorada. Por isso, a alternativa correta é a C. A doutrina de economia da informação costuma resumir assim: ação oculta = moral hazard, enquanto característica oculta = seleção adversa. Na prática, é a diferença entre “quem você é” e “o que você faz”. Não há aqui um ponto legal específico central, porque a questão é de teoria econômica aplicada às finanças públicas. O essencial é reconhecer o mecanismo: quando a ação é imperfeitamente observável, o contrato fica sujeito ao risco moral.