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Finanças Públicas · FGV · 2022

Questão comentada de Finanças Públicas

Dos exemplos a seguir, assinale o que não pode ser considerado bem público.

Gabarito: D

Em Finanças Públicas, bem público é aquele que, em regra, tem duas marcas clássicas: não rivalidade no consumo e não exclusão de quem dele se beneficia. Em linguagem simples: o uso por uma pessoa não tira o uso da outra, e não dá para impedir facilmente alguém de aproveitar o bem. Por isso, aparecem como exemplos típicos o ar, a defesa nacional e certos espaços públicos vazios ou pouco congestionados. A lógica é a famosa dificuldade de cobrar de cada beneficiário sem deixar alguém “de carona”. Na questão, a alternativa que foge desse conceito é a educação quando tratada como prestada por escolas públicas e privadas. Educação, em geral, não é bem público puro, porque há rivalidade em salas cheias e também exclusão, já que escolas podem selecionar, cobrar mensalidade e limitar o acesso. Mesmo na rede pública, o serviço educacional não vira automaticamente bem público puro, pois continua sendo um serviço com uso individualizável. Já as demais alternativas se aproximam do conceito de bem público ou de bem público impuro/quase público. O ar e a defesa nacional são os exemplos clássicos mais lembrados pela doutrina. Uma estrada recém-inaugurada sem trânsito e sem pedágio e uma praça vazia se aproximam de não rivalidade e baixa exclusão, embora possam deixar de ser bens públicos puros quando houver congestionamento, cobrança ou controle de acesso. Na doutrina de Economia do Setor Público, bem público puro é tratado justamente pela combinação de não rivalidade e não exclusão. Por isso, a banca costuma cobrar o conceito com exemplos do cotidiano, misturando bens públicos, bens de uso comum e serviços sociais para testar se você sabe separar o que é bem público do que é apenas serviço prestado pelo Estado.

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