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Finanças Públicas · FGV · 2021

Questão comentada de Finanças Públicas

A produção eficiente de um bem público requer que:

Gabarito: D

Bem público é aquele em que o consumo por uma pessoa não reduz o consumo disponível para as outras e, em regra, não dá para excluir facilmente quem não paga. Por isso, a lógica de mercado puro costuma falhar: cada indivíduo tende a subestimar o valor total do bem, esperando que os outros paguem a conta. É o famoso problema do free rider, ou carona, que faz a provisão privada ficar aquém do eficiente. Na eficiência de bens privados, você soma quantidades horizontais? Não. Para bem público, o raciocínio muda: a quantidade ótima é obtida pela soma vertical das disposições marginais a pagar, isto é, das taxas marginais de substituição dos indivíduos. Em termos simples, a sociedade deve comparar o benefício agregado que o bem gera com o custo de produzi-lo. É exatamente aí que entra o gabarito. A regra de eficiência para bem público é que a soma das taxas marginais de substituição dos indivíduos seja igual à taxa marginal de transformação entre bens públicos e bens privados. A taxa marginal de transformação vem da tecnologia e mostra quanto de bem privado precisa ser sacrificado para produzir mais uma unidade do bem público. Quando a soma dos benefícios marginais individuais se iguala a esse custo marginal, você chega ao nível eficiente de provisão. Essa é a regra clássica de Samuelson, muito cobrada em Finanças Públicas e Economia do Setor Público. Não precisa de lei específica para isso, porque é um resultado teórico de eficiência alocativa, mas é um dos fundamentos mais tradicionais do estudo de bens públicos.

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