Um gerente deve optar por uma dentre quatro máquinas alternativas para serem empregadas em certo processo produtivo. O custo fixo e variável de cada uma das máquinas é indicado a seguir. Máquina Custo Fixo diário (R$/dia) Custo variável (R$/unidade produzida) 1 2000,00 200,00 2 2500,00 150,00 3 3000,00 130,00 4 3500,00 100,00 O valor mínimo de produção diária, a partir do qual passa a ser mais vantajoso utilizar a máquina 4 em relação às demais, é de
- A)15 unidades.
Errada, porque 15 unidades é só o ponto em que a máquina 4 supera a máquina 1, mas ainda não vence a máquina 2.
- B)17 unidades.
Errada, porque 17 unidades aproxima o ponto de equilíbrio com a máquina 3, mas não garante vantagem sobre todas as alternativas.
- C)20 unidades.
Certa, porque 20 unidades é o maior ponto de comparação e, a partir daí, a máquina 4 fica mais barata que as demais.
- D)22 unidades.
Errada, porque 22 unidades até estaria acima do necessário, mas a questão pede o valor mínimo.
- E)25 unidades.
Errada, porque 25 unidades é um valor acima do ponto de virada, mas não é o mínimo exigido.
Gabarito: C
Aqui a ideia é simples: para escolher a máquina mais vantajosa, você compara o custo total de cada uma. O custo total diário é dado por custo fixo + custo variável vezes a quantidade produzida. Em outras palavras: uma máquina pode ter custo fixo maior, mas compensar quando a produção aumenta, porque o custo por unidade pode ser menor. Então, para descobrir a partir de quando a máquina 4 passa a valer mais a pena, você iguala o custo total dela com o de cada uma das outras máquinas. Com a máquina 1: 3500 + 100x = 15. Com a máquina 2: 3500 + 100x = 20. Com a máquina 3: 3500 + 100x = 16,67. Como ela precisa ser melhor do que todas as demais ao mesmo tempo, você pega o maior desses pontos de equilíbrio. O maior é 20. A partir de 20 unidades por dia, a máquina 4 passa a ser a opção mais vantajosa. É a clássica troca entre custo fixo e custo variável, bem cara de prova da FGV.