Em um processo produtivo pode haver perda momentânea de capacidade produtiva devido a alguns fatores, cuja ocorrência exata no tempo não pode ser prevista com antecedência. Assinale a opção que indica um desses fatores.
- A)As manutenções preventivas.
Errada, porque a manutenção preventiva é planejada com antecedência e não representa uma perda imprevisível de capacidade.
- B)As amostragens de qualidade.
Errada, porque a amostragem de qualidade é uma atividade controlada do processo e não uma parada inesperada de produção.
- C)Os set-ups para alterações no mix de produtos.
Errada, porque set-ups para mudança no mix de produtos são normalmente conhecidos e podem ser programados no PCP.
- D)As trocas de turnos entre equipes.
Errada, porque a troca de turnos é um evento rotineiro e previsível, já considerado na organização da produção.
- E)As paradas para manutenção corretiva.
Certa, porque a manutenção corretiva acontece após uma falha ou quebra, gerando parada inesperada e perda momentânea de capacidade.
Gabarito: E
Em Planejamento e Controle da Produção, a ideia aqui é separar o que é perda de capacidade previsível daquilo que acontece de forma inesperada. Se a parada pode ser programada, ela entra no planejamento; se ela surge sem hora marcada, ela derruba a capacidade de forma momentânea e bagunça a programação do chão de fábrica. É exatamente esse o ponto da questão: a banca quer um fator cuja ocorrência exata no tempo não pode ser prevista com antecedência. Manutenção corretiva se encaixa nisso, porque ela ocorre quando a máquina quebra ou apresenta falha e precisa parar para conserto. Ou seja, a produção perde capacidade de repente, sem aviso prévio. Já as manutenções preventivas são planejadas, os set-ups costumam ser conhecidos e programáveis, e as trocas de turno fazem parte da rotina operacional. Em outras palavras, tudo isso pode ser previsto e incorporado ao planejamento, enquanto a manutenção corretiva aparece como o vilão imprevisível do processo. Do ponto de vista doutrinário de PCP, essa distinção entre perdas programáveis e não programáveis é clássica: o planejamento absorve as perdas esperadas, mas as falhas e quebras geram ociosidade não programada e afetam a capacidade disponível.