Na gestão da produção, é comum a divisão de processos em operações de manufatura, levando-se em consideração as variáveis variedade e volume. Dessa forma, cada tipo de processo em manufatura implicará diferentes formas de organização das operações. Com efeito, as características associadas aos processos de projetos são
- A)baixo volume e baixa variedade.
Errada, porque baixo volume e baixa variedade descrevem processos mais padronizados, não processos de projeto.
- B)alto volume e alta variedade.
Errada, porque alto volume e alta variedade é uma combinação incoerente para a lógica clássica de processos produtivos, especialmente em projetos.
- C)alto volume e média variedade.
Errada, porque alto volume indica repetição e projeto é justamente o tipo de processo com pouca repetição e muita customização.
- D)baixo volume e alta variedade.
Certa, porque processos de projeto têm baixo volume e alta variedade, com execução sob medida e pouca repetição.
- E)médio volume e média variedade.
Errada, porque médio volume e média variedade não representa a característica típica de processos de projeto.
Gabarito: D
Na gestão da produção, a classificação dos processos costuma olhar para duas variáveis bem importantes: volume e variedade. A lógica é simples: quanto maior o volume, mais repetitivo tende a ser o processo; quanto maior a variedade, mais customizado ele fica. Isso ajuda você a entender por que a organização da operação muda tanto de um tipo de processo para outro. Nos processos de projeto, cada entrega costuma ser única ou quase única, feita sob medida para um cliente, uma obra ou uma encomenda específica. Por isso, o volume é baixo, porque não há repetição em massa, e a variedade é alta, porque quase tudo pode mudar de um caso para outro. Pense em construção de uma ponte, desenvolvimento de um navio ou implantação de uma planta industrial: cada caso tem suas particularidades. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. A questão está cobrando a classificação clássica dos processos produtivos: projeto = baixo volume e alta variedade. Em outras palavras, muita personalização e pouca repetição. É o oposto de uma linha de montagem, por exemplo, que vive de alto volume e baixa variedade. Esse raciocínio é bem consolidado na doutrina de Administração da Produção e Operações, especialmente nos modelos de matriz volume-variedade usados em obras de autores como Slack, Chambers e Johnston. Não há uma regra legal aqui, mas sim um conceito clássico de engenharia de produção que aparece com frequência em concursos.