Considere o modelo de crescimento de Harrod-Domar. Considere que a taxa de poupança é igual a 0,5 e que o capital por produto é igual a 2. Em estado estacionário, a taxa efetiva de crescimento é igual a
- A)1%.
Errada, porque 1% não resulta da aplicação de s/v com os valores dados.
- B)4%
Errada, pois 4% seria compatível com outros parâmetros, mas não com 0,5 e 2.
- C)25%.
Certa, porque no modelo de Harrod-Domar g = s/v = 0,5/2 = 0,25, ou seja, 25%.
- D)100%.
Errada, porque 100% implicaria crescimento igual a 1, o que não corresponde ao cálculo do enunciado.
- E)400%.
Errada, já que 400% é muito acima do valor obtido pela relação entre poupança e capital-produto.
Gabarito: C
O modelo de Harrod-Domar liga o crescimento da economia a dois ingredientes bem simples: quanto a sociedade poupa e quanto capital é necessário para gerar uma unidade de produto. A ideia central é quase de receita de bolo: mais poupança permite mais investimento, e menos capital por produto significa que a economia produz mais com menos máquina, menos cimento e menos drama. A fórmula mais cobrada é g = s / v, em que g é a taxa de crescimento, s é a taxa de poupança e v é a relação capital-produto. Quando a questão diz que a poupança é 0,5 e o capital por produto é 2, basta aplicar: g = 0,5 / 2 = 0,25. Convertendo 0,25 para porcentagem, você chega a 25%. É exatamente por isso que a alternativa C está correta. Em estado estacionário, essa é a taxa de crescimento compatível com a relação dada, sem gerar excesso nem falta de capital em relação ao produto. Então, o segredo aqui é não se perder no texto e lembrar da fórmula curta. Se você viu Harrod-Domar, pense imediatamente em poupança dividida pela razão capital-produto. O resto vira conta de padaria, e a banca costuma adorar essa simplicidade com cara de pegadinha.