Uma aplicação tem rendimento líquido de 40%. Sobre o ganho obtido nessa operação, incide imposto de 20%. Dado que a inflação acumulada nesse período foi de 10%, o ganho real dessa aplicação foi de
- A)24%.
Errada, porque 24% não é o ganho real depois de descontar corretamente o imposto e a inflação.
- B)22%.
Errada, pois 22% não corresponde ao resultado da fórmula de taxa real com os dados do enunciado.
- C)20%.
Certa, porque o rendimento de 40% cai para 32% após o imposto e, descontada a inflação de 10%, o ganho real fica em 20%.
- D)12%.
Errada, já que 12% seria um ajuste incompleto e não reflete a conta correta de rentabilidade real.
- E)10%.
Errada, porque 10% confunde inflação com ganho real e ignora o efeito do imposto sobre o rendimento.
Gabarito: C
Quando a questão fala em rendimento líquido de 40%, ela quer dizer que a aplicação já entregou um ganho de 40% antes de considerar a inflação, mas depois ainda entra o imposto sobre o ganho. Como o tributo é de 20% sobre o lucro, sobra 80% desse ganho: 40% x 0,8 = 32% de rendimento nominal líquido de imposto. Agora vem a parte que sempre derruba muita gente: ganho nominal não é ganho real. Para descobrir o ganho real, você precisa tirar o efeito da inflação. A lógica é usar a fórmula aproximada/precisa de taxa real: (1 + taxa nominal) / (1 + inflação) - 1. Aplicando aqui: (1,32 / 1,10) - 1 = 0,20, ou seja, 20%. Então o ganho real da aplicação foi de 20%, que corresponde ao gabarito C. Em provas da FGV, esse tipo de conta costuma misturar rendimento, imposto e inflação para testar se você separa o que é ganho financeiro do que é simples corrosão do poder de compra. Primeiro ajusta o imposto, depois desconta a inflação - nessa ordem a conta fica redonda.