Considere que um pesquisador deseje calcular a desigualdade de renda do país. Ele calcula a curva de Lorenz e obtém que a área entre a reta de perfeita igualdade e essa curva é igual a 0,3. Com essas informações, o pesquisador deduz que o índice de Gini será igual a
- A)0,15.
Errada, porque 0,15 seria metade da área informada, mas o índice de Gini é o dobro da área entre as curvas.
- B)0,3.
Errada, porque 0,3 é a área dada no enunciado, e não o valor do índice de Gini.
- C)0,6.
Certa, pois o índice de Gini é 2 vezes a área entre a reta de perfeita igualdade e a curva de Lorenz: 2 x 0,3 = 0,6.
- D)0,8.
Errada, porque 0,8 não corresponde ao dobro da área informada e superestima a desigualdade no caso.
- E)1,0.
Errada, porque 1,0 seria o limite de desigualdade máxima, o que não decorre de uma área de 0,3.
Gabarito: C
A curva de Lorenz serve para medir como a renda está distribuída na população. Se todo mundo tivesse a mesma renda, a curva coincidiria com a reta de perfeita igualdade. Quanto mais a curva se afasta dessa reta, maior a desigualdade. É aquele tipo de desenho que, sozinho, já conta uma história econômica inteira. O índice de Gini é justamente uma forma resumida de transformar essa diferença em número. Ele é calculado como o dobro da área entre a reta de perfeita igualdade e a curva de Lorenz. Em outras palavras: se a área entre as duas curvas for 0,3, então o Gini será 2 vezes 0,3. Fazendo a conta, temos Gini = 0,6. Isso porque o índice varia de 0 a 1: 0 indica igualdade perfeita e 1 indica desigualdade máxima. Esse é o padrão usado na literatura econômica e em provas de concurso quando se trabalha com a curva de Lorenz. Então, a alternativa correta é a letra C. A questão é direta: basta lembrar da relação entre a área e o índice. Quem lembra a fórmula economiza tempo e evita cair na armadilha de confundir o valor da área com o valor do próprio indicador.