O Plano de Metas, implementado pelo governo Juscelino Kubitschek, entre 1955 e 1960, foi um marco importante no período de industrialização no Brasil. Dentre os pontos principais desse plano, destacam-se
- A)os investimentos públicos em infraestrutura, com foco no transporte rodoviário – visando o desenvolvimento do setor automobilístico – e na geração de energia elétrica.
Certa: o Plano de Metas priorizou infraestrutura, com foco em rodovias e geração de energia elétrica, para viabilizar a industrialização e o setor automobilístico.
- B)os incentivos fiscais à introdução dos setores de consumo não-duráveis e de capital.
Errada: o plano não se caracterizou por incentivos fiscais à introdução de setores de consumo não-duráveis e de capital, mas por investimentos em infraestrutura e setores estratégicos.
- C)a substituição de importações, devido à existência de uma oferta reprimida em diversos setores.
Errada: embora a substituição de importações esteja ligada ao processo de industrialização brasileira, a marca específica do Plano de Metas foi a expansão de infraestrutura e a atração de investimentos, não essa formulação genérica.
- D)os incentivos para a vinda do capital estrangeiros em setores estratégicos, por necessidade puramente tecnológica, visto que as condições financeiras já se faziam prementes.
Errada: houve estímulo à entrada de capital estrangeiro, mas não por uma necessidade puramente tecnológica; o plano combinou metas de desenvolvimento, infraestrutura e industrialização dirigida pelo Estado.
- E)os investimentos públicos e privados foram os principais instrumentos de ação do governo, por meio de crédito privado interno, mas subsidiado pelo governo.
Errada: o governo usou investimentos públicos e privados, mas não como descrito nessa formulação de crédito privado interno subsidiado como instrumento principal do plano.
Gabarito: A
O Plano de Metas foi a grande aposta de Juscelino Kubitschek para acelerar a industrialização brasileira com a lógica de "50 anos em 5". A ideia central era tirar gargalos históricos do caminho, sobretudo em energia e transporte, porque sem estrada e sem eletricidade a indústria simplesmente não anda - nem de ônibus, nem de carro novo na garagem. Por isso, o governo fez forte investimento público em infraestrutura, especialmente no transporte rodoviário e na expansão da energia elétrica. Isso ajudava tanto a integrar o mercado interno quanto a criar condições para a instalação e expansão da indústria de bens de consumo duráveis, com destaque para o setor automobilístico. Além disso, o plano contou com forte apoio ao capital estrangeiro e a setores estratégicos, mas a marca principal não era uma "substituição de importações" em abstrato, e sim a indução do desenvolvimento via obras de base e atração de empresas. Na prática, o Estado entrou pesado onde o investimento privado não resolveria sozinho. Assim, a alternativa A está correta porque resume exatamente os eixos mais famosos do Plano de Metas: rodovias e energia elétrica como fundamentos da industrialização. Em termos históricos, isso é clássico de cursos e manuais de desenvolvimento econômico do Brasil no período JK.