Uma das vantagens do uso da Taxa Interna de Retorno (TIR) na seleção de projetos é:
- A)poder selecionar o projeto com menor tempo necessário para recuperar o custo de um investimento;
Errada, porque descreve o payback, que mede o tempo para recuperar o investimento, e não a TIR.
- B)utilizar o payback simples, mas descontando o custo de capital nos fluxos de caixa;
Errada, porque mistura payback com desconto; isso é o payback descontado, não a TIR.
- C)comparar custos e benefícios e selecionar o projeto com melhor relação entre ambos;
Errada, porque fala em relação custo-benefício, conceito que não define a TIR na análise de projetos.
- D)calcular o custo de uma unidade adicional, e compará-lo à receita gerada por essa unidade;
Errada, porque descreve lógica de custo marginal versus receita marginal, típica de análise econômica, não de TIR.
- E)visualizar o retorno do projeto e compará-lo com o de outros projetos ou com a taxa de juros de renda fixa.
Certa, porque a TIR permite visualizar a rentabilidade do projeto e compará-la com outros projetos ou com uma taxa de referência.
Gabarito: E
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa que zera o valor presente líquido de um projeto. Na prática, ela funciona como uma espécie de “régua” de rentabilidade: se a TIR for maior que a taxa mínima de atratividade, o investimento tende a ser aceito. Por isso, ela ajuda você a comparar o retorno esperado do projeto com uma referência de mercado ou com outros investimentos disponíveis. A grande vantagem cobrada na questão é justamente essa capacidade de comparar. Se um projeto oferece uma TIR alta, ele aparenta entregar um retorno maior do que uma aplicação de renda fixa ou do que o custo de oportunidade do capital. Então, a TIR é muito útil para a seleção de projetos, especialmente quando a análise quer saber se vale a pena investir ou não. Mas atenção: a TIR não mede tempo de recuperação do investimento, não é payback, e também não calcula custo unitário nem relação custo-benefício no estilo “economia por unidade”. Ela olha para a rentabilidade implícita dos fluxos de caixa ao longo do tempo. Em provas da FGV, isso costuma aparecer misturado com conceitos de payback, VPL e custo-benefício para tentar confundir. Assim, a alternativa E está correta porque traduz exatamente a utilidade da TIR: visualizar o retorno do projeto e compará-lo com outros projetos ou com uma taxa de juros de referência, como a renda fixa. Doutrinariamente, isso é compatível com a análise clássica de orçamento de capital, em que a TIR é usada como critério de decisão ao lado do VPL.