Determinado investidor deseja calcular uma taxa de retorno ordinária de uma ação específica antes de decidir incluí-la em sua carteira. Para isso, ele utiliza o Modelo de Precificação de Ativos de Capital (CAPM – do inglês Capital Asset Pricing Model), que determina o retorno esperado de um ativo com base no risco de mercado associado a ele. Em relação à aplicação prática do CAPM na vida real, assinale a afirmativa correta.
- A)O modelo CAPM não considera o prêmio de risco de mercado, pois assume que todos os ativos apresentam o mesmo nível de risco e, portanto, possuem retornos esperados equivalentes.
Errada, porque o CAPM considera expressamente o prêmio de risco de mercado e admite que ativos com riscos diferentes tenham retornos esperados diferentes.
- B)O CAPM permite ao investidor calcular a taxa de retorno de um ativo sem considerar a influência da taxa livre de risco, uma vez que o prêmio de risco já compensa as oscilações do mercado.
Errada, porque a taxa livre de risco é elemento essencial da fórmula do CAPM e não pode ser ignorada no cálculo do retorno esperado.
- C)O CAPM é utilizado apenas por investidores individuais para avaliar a atratividade de uma ação específica, sendo pouco aplicado por empresas e gestores de fundos na tomada de decisões financeiras estratégicas.
Errada, porque o CAPM não é usado apenas por investidores individuais, sendo também muito aplicado por empresas, analistas e gestores na avaliação de ativos e custo de capital.
- D)O modelo CAPM é amplamente utilizado na precificação de ações, pois estabelece uma relação direta entre o risco sistemático de um ativo e o retorno esperado, permitindo que os investidores comparem alternativas de investimento de forma objetiva.
Certa, porque o CAPM relaciona o risco sistemático, medido pelo beta, ao retorno esperado, servindo justamente para comparar investimentos de forma objetiva.
Gabarito: D
O CAPM é um daqueles modelos clássicos de finanças que aparecem muito em prova porque ajudam a ligar risco e retorno de forma bem organizada. A ideia central é simples: quanto maior o risco sistemático de um ativo, maior deve ser o retorno esperado exigido pelo investidor. Esse risco sistemático é medido pelo beta, que mostra o quanto a ação tende a oscilar em relação ao mercado como um todo. Na fórmula do CAPM, o retorno esperado depende de três peças: a taxa livre de risco, o prêmio de risco de mercado e o beta do ativo. Em versão resumida, fica assim: retorno esperado = taxa livre de risco + beta x prêmio de risco de mercado. Repare que a taxa livre de risco entra, sim, e o modelo não trata todos os ativos como iguais. Pelo contrário, ele diferencia os ativos justamente pelo risco. Por isso, a alternativa D está correta: o CAPM é amplamente usado para precificar ações e comparar investimentos, porque relaciona de forma direta o risco sistemático com o retorno esperado. Na prática, ele é muito aplicado por analistas, empresas, gestores de fundos e também em avaliações de projetos e custo de capital, e não só por investidores individuais. Em doutrina financeira clássica, esse é um dos pilares da moderna teoria de portfólio. As demais alternativas escorregam em pontos básicos: negam o prêmio de risco, esquecem a taxa livre de risco ou tentam limitar o uso do modelo a um grupo pequeno de agentes. Em prova, quando a questão falar em CAPM, pense sempre: risco de mercado, beta e retorno exigido. É essa tríade que manda no jogo.