Relacione as etapas mais comuns para a realização de uma avaliação completa e competente de uma investigação forense computacional listadas a seguir, às suas definições. ( ) Preparação ( ) Preservação ( ) Levantamento ( ) Exame 1. Gerar um plano de ação para conduzir uma estratégia digital eficaz de investigação e obtenção de recursos e materiais de apoio. 2. Encontrar potenciais fontes de evidências digitais, por exemplo, em uma cena do crime dentro de uma organização ou na Internet. O processo pode ser mais claramente descrito como aquisição de provas. 3. Cautela para evitar alterações de evidências digitais in situ, incluindo isolamento do sistema da rede, proteger arquivos de log relevantes e coletar dados voláteis que seriam perdidos quando o sistema for desligado. 4. Buscar e interpretar vestígios de evidências. Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
- A)1 – 2 – 3 – 4.
Errada, porque troca a ordem das fases e coloca preparação como último passo, o que não faz sentido na investigação forense.
- B)3 – 4 – 2 – 1.
Errada, porque inverte completamente os conceitos: preservação, exame, levantamento e preparação não correspondem às definições dadas.
- C)1 – 3 – 2 – 4.
Certa, pois associa preparação ao planejamento, preservação à proteção da evidência, levantamento à coleta/localização das fontes e exame à análise dos vestígios.
- D)2 – 1 – 4 – 3.
Errada, porque começa com levantamento e preparação em ordem invertida e embaralha as fases de modo incompatível com a metodologia forense.
- E)4 – 3 – 2 – 1.
Errada, porque coloca exame em primeiro lugar e termina com preparação, contrariando a sequência lógica da investigação digital.
Gabarito: C
Em computação forense, a investigação costuma seguir uma lógica bem parecida com a de uma receita boa: primeiro você se prepara, depois evita que a prova estrague, em seguida coleta o que existe e, por fim, analisa o material. A banca FGV gosta muito dessa sequência clássica, porque ela aparece na doutrina de informática forense e em manuais de cadeia de custódia e preservação da prova digital. A etapa de preparação é o planejamento da operação: definir estratégia, equipe, ferramentas, recursos e o que será buscado. Isso corresponde à ideia de montar um plano de ação antes de encostar em qualquer evidência. Já a preservação vem logo depois, com a preocupação de não alterar o vestígio digital, isolando sistema, salvando logs e lidando com dados voláteis antes que desapareçam. O levantamento é a fase de localizar as fontes de prova digital, seja em computadores, celulares, nuvem ou internet, funcionando como a aquisição das evidências. Depois disso, vem o exame, que é a parte de buscar, interpretar e extrair valor dos vestígios encontrados. Em termos práticos: primeiro você organiza a missão, depois protege a cena, depois recolhe o material e só então faz a leitura técnica dele. Por isso, o gabarito C está correto: 1 para Preparação, 3 para Preservação, 2 para Levantamento e 4 para Exame. A lógica também conversa com a cadeia de custódia prevista no CPP, especialmente após a Lei 13.964/2019, que reforça a necessidade de manter integridade e rastreabilidade da prova.