A respeito da Papiloscopia Forense, assinale a opção correta.
- A)A papiloscopia é considerada uma metodologia secundária de identificação por não atender ao princípio denominado invariabilidade, uma vez que as impressões papiloscópicas não resistem à ação do tempo, especialmente, após a morte.
Errada, porque a papiloscopia é técnica primária e clássica de identificação, baseada na individualidade e permanência das cristas papilares.
- B)A necropapiloscopia, denominação dada à papiloscopia quando aplicada à identificação de cadáveres, somente é útil nos casos de morte recente, já que a decomposição do tecido humano invariavelmente inviabiliza o registro de impressões digitais.
Errada, porque a necropapiloscopia pode ser útil mesmo em cadáveres com algum grau de decomposição, não apenas em morte recente.
- C)Os termos "desenho digital" e "impressão digital" podem ser utilizados como sinônimos, uma vez que ambos se referem ao conjunto de linhas impressas em um suporte ou em uma individual datiloscópica.
Errada, porque desenho digital é a configuração anatômica dos sulcos e cristas, enquanto impressão digital é o vestígio deixado em um suporte.
- D)Para realizar o confronto papiloscópico devem ser levados em consideração, além de outros fatores, os pontos característicos, que são particularidades observadas nas linhas das impressões papiloscópicas, como, por exemplo, bifurcações e encerros.
Certa, porque o confronto papiloscópico considera os pontos característicos, como bifurcações e encerramentos, para identificar a pessoa.
- E)A papiloscopia estuda, para fins de identificação, as cristas papilares e os poros sudoríparos presentes exclusivamente nas polpas dos dedos e nas palmas das mãos, sendo essas ciências também denominadas, respectivamente, como datiloscopia e podoscopia.
Errada, porque a papiloscopia não se limita às polpas digitais e palmas, abrangendo também outras áreas como a podoscopia e a quiroscopia.
Gabarito: D
A papiloscopia forense é a área que estuda as cristas papilares e seus desenhos para fins de identificação humana. Ela é muito usada porque essas características são, em regra, perenes, imutáveis e individualizantes, o que a torna uma técnica clássica e muito confiável na identificação. Na prática, o trabalho envolve comparar impressões com registros ou com material coletado em cena, sempre buscando pontos de coincidência suficientes para afirmar a identidade. No confronto papiloscópico, um elemento central são os chamados pontos característicos, pequenas particularidades do desenho das cristas, como bifurcações, encerramentos, ilhas e desvios. É exatamente isso que torna cada impressão única: não basta olhar o desenho geral, é preciso observar os detalhes finos. Por isso, a alternativa D está correta ao afirmar que esses pontos devem ser levados em consideração no confronto. As demais opções escorregam em conceitos básicos. A papiloscopia não é técnica secundária por falta de invariabilidade, e o fato de existir alteração pós-morte não elimina sua confiabilidade geral. Também não se confunde desenho digital com impressão digital, porque uma coisa é a configuração anatômica e outra é o vestígio deixado no suporte. Em cadáveres, inclusive em decomposição, a necropapiloscopia pode continuar útil em vários casos, dependendo do estado do corpo e da técnica empregada. Em resumo: papiloscopia é identificação por detalhes das cristas papilares, e o coração da comparação está nos pontos característicos. É a típica matéria em que a banca testa se você sabe o conceito ou se caiu na armadilha do nome bonito.