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Biomedicina - Análises Clínicas · UNIOESTE · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Sobre a intepretação de hemograma e leucograma, assinale a alternativa CORRETA.

Gabarito: C

Na leitura do hemograma e do leucograma, o segredo é não olhar apenas o número de células, mas também o aspecto delas no esfregaço. Algumas alterações morfológicas funcionam como pequenos alarmes: indicam inflamação, infecção, estresse medular ou até doenças hematológicas mais graves. Parece detalhe, mas no laboratório esse detalhe muda tudo. No caso dos neutrófilos, as granulações tóxicas chamam atenção porque representam uma alteração de maturação e de produção da linhagem granulocítica, geralmente vista em quadros de infecção bacteriana aguda, inflamação intensa ou grande demanda medular. Elas refletem a liberação de neutrófilos menos “caprichados” do ponto de vista morfológico, algo bem compatível com resposta inflamatória importante. Por isso a alternativa C está correta: ela descreve adequadamente que as granulações tóxicas correspondem a granulações primárias/azurófilas mais evidentes em neutrófilos, especialmente quando há aumento da demanda por essas células. É um achado que merece atenção e ajuda a interpretar o leucograma junto com a clínica, não sozinho, como se fosse um enfeite do esfregaço. As demais alternativas misturam conceitos clássicos. Bastonetes de Auer não são de infecção bacteriana, e sim achado ligado a blastos mieloides, sobretudo em leucemias agudas. Howell-Jolly são restos de DNA, não de RNA, e policromasia se relaciona com reticulócitos. Já vacuolização leucocitária e policromasia em recém-nascidos podem ter significado clínico, então não dá para tratá-las como bobagem de laudo.

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