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Biomedicina - Análises Clínicas · SELECON · 2023

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

A estrongiloidose é uma parasitose intestinal de ocorrência endêmica em diversas regiões do mundo. As fêmeas adultas desse parasita, quando se reproduzem no duodeno dos seres humanos, liberam ovos que eclodem no intestino, produzindo o primeiro estágio larvar denominado:

Gabarito: B

A estrongiloidose é causada pelo Strongyloides stercoralis, um helminto que tem um ciclo bem esperto e costuma confundir porque mistura fase intestinal e fase no ambiente. No ser humano, a fêmea adulta vive no intestino e coloca ovos que já eclodem ali mesmo, liberando larvas ainda no intestino. Essa primeira forma larvar é a larva rabditóide, que depois pode seguir para o ambiente e se desenvolver ou reinfectar o hospedeiro. Pense assim: o ovo nem sempre aparece pronto nas fezes, porque ele costuma eclodir antes. Por isso, no exame parasitológico, o que mais se encontra são larvas, e não ovos, o que é uma pista clássica da estrongiloidose. Essa característica ajuda muito na prova e na prática laboratorial. O gabarito é a letra B porque a larva inicial liberada após a eclosão do ovo é a rabditóide. A larva filariforme é a forma infectante, mais alongada, que penetra a pele. Já a nomenclatura 'gametóide' e 'planiforme' não corresponde às formas larvárias do ciclo do Strongyloides. Na biomedicina, vale decorar essa sequência: ovo eclode no intestino, surge larva rabditóide, e depois ela pode evoluir para a filariforme infectante. É um daqueles casos em que a prova cobra mais a lembrança do ciclo do que qualquer malabarismo teórico.

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