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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2021

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Para segurança, manutenção da funcionalidade e estabilidade dos hemocomponentes, estes devem ser armazenados a temperatura específica. As opções a seguir apresentam correlação correta entre o hemocomponente e a temperatura ideal de armazenamento, à exceção de uma. Assinale-a.

Gabarito: E

Na hemoterapia, cada hemocomponente tem uma faixa de armazenamento pensada para manter a viabilidade celular e evitar perda de função. E aqui mora a pegadinha clássica: nem tudo que vem do sangue pode ir para o freezer como se fosse sobra de feira. Hemácias congeladas, plasma fresco e crioprecipitado ficam em temperaturas negativas, porque precisam preservar proteínas e células por mais tempo. Já as plaquetas ficam em temperatura ambiente controlada, geralmente 22 ± 2 °C, com agitação constante. Os granulócitos, por sua vez, são bem sensíveis. Eles não devem ser congelados; o armazenamento correto é em temperatura ambiente controlada, em geral entre 20 e 24 °C, por curto período, justamente para preservar sua funcionalidade. Por isso, a alternativa que coloca concentrado de granulócitos a -20 °C ou inferior está errada. Esse padrão é compatível com as normas técnicas de hemoterapia adotadas no Brasil, em especial as regras sanitárias da ANVISA para armazenamento e conservação de hemocomponentes. Em prova, a banca costuma cobrar a temperatura como se fosse um quadro fixo: plasma e crioprecipitado congelados, plaquetas em temperatura ambiente e granulócitos fora do freezer. Então, quando você vir granulócitos e uma temperatura negativa, desconfie na hora. Aqui, o erro é justamente inverter a lógica de conservação e tratar um componente extremamente frágil como se fosse material congelável.

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