Para segurança, manutenção da funcionalidade e estabilidade dos hemocomponentes, estes devem ser armazenados a temperatura específica. As opções a seguir apresentam correlação correta entre o hemocomponente e a temperatura ideal de armazenamento, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Plasma Fresco: -20 oC (vinte graus negativos) ou inferior.
Correta, pois o plasma fresco deve ser mantido congelado, em geral a -20 °C ou inferior, para preservar os fatores de coagulação.
- B)Crioprecipitado: -20 oC (vinte graus negativos) ou inferior.
Correta, porque o crioprecipitado também deve ser armazenado congelado, normalmente a -20 °C ou inferior, até o uso.
- C)Hemácias congeladas: -65 oC (sessenta e cinco graus negativos) ou inferior.
Correta, já que hemácias congeladas exigem temperaturas bem baixas, como -65 °C ou inferior, para manter a integridade durante a conservação prolongada.
- D)Concentrados de plaquetas: 22 ± 2 oC (vinte e dois graus positivos).
Correta, porque os concentrados de plaquetas são armazenados em temperatura controlada de 22 ± 2 °C, geralmente com agitação contínua.
- E)Concentrados de granulócitos: -20 oC (vinte graus negativos) ou inferior.
Errada, pois concentrados de granulócitos não devem ser armazenados congelados; a conservação é em temperatura ambiente controlada, não a -20 °C ou inferior.
Gabarito: E
Na hemoterapia, cada hemocomponente tem uma faixa de armazenamento pensada para manter a viabilidade celular e evitar perda de função. E aqui mora a pegadinha clássica: nem tudo que vem do sangue pode ir para o freezer como se fosse sobra de feira. Hemácias congeladas, plasma fresco e crioprecipitado ficam em temperaturas negativas, porque precisam preservar proteínas e células por mais tempo. Já as plaquetas ficam em temperatura ambiente controlada, geralmente 22 ± 2 °C, com agitação constante. Os granulócitos, por sua vez, são bem sensíveis. Eles não devem ser congelados; o armazenamento correto é em temperatura ambiente controlada, em geral entre 20 e 24 °C, por curto período, justamente para preservar sua funcionalidade. Por isso, a alternativa que coloca concentrado de granulócitos a -20 °C ou inferior está errada. Esse padrão é compatível com as normas técnicas de hemoterapia adotadas no Brasil, em especial as regras sanitárias da ANVISA para armazenamento e conservação de hemocomponentes. Em prova, a banca costuma cobrar a temperatura como se fosse um quadro fixo: plasma e crioprecipitado congelados, plaquetas em temperatura ambiente e granulócitos fora do freezer. Então, quando você vir granulócitos e uma temperatura negativa, desconfie na hora. Aqui, o erro é justamente inverter a lógica de conservação e tratar um componente extremamente frágil como se fosse material congelável.