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Biomedicina - Análises Clínicas · UNIOESTE · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Com base nos achados em eritrogramas das principais anemias, é CORRETO afirmar:

Gabarito: E

Quando você analisa um eritrograma, a primeira pista costuma vir do tamanho da hemácia e do teor de hemoglobina: se ela está menor, maior, mais clara ou mais uniforme. Isso ajuda a separar as principais anemias em padrões clássicos, como microcítica e hipocrômica, normocítica e normocrômica, ou macrocítica. Parece detalhe de laboratório, mas é quase um mapa do tesouro para chegar na causa da anemia. Nas anemias ferropriva e megaloblástica, há carência de matéria-prima para a eritropoiese, porém o padrão não é o mesmo. A ferropriva costuma ser microcítica e hipocrômica, porque falta ferro para formar hemoglobina. Já a megaloblástica, por deficiência de vitamina B12 ou folato, tende a ser macrocítica, com hemácias grandes e imaturas. Então misturar as duas como se ambas fossem microcíticas é uma pegadinha clássica. A alternativa correta é a letra E porque, na doença renal crônica, a produção de eritropoietina cai. Sem esse hormônio, a medula óssea reduz a produção de hemácias, gerando uma anemia em geral normocítica e normocrômica, especialmente no início. Como o problema é de estímulo à eritropoiese, e não de falta de ferro ou de hemoglobina em si, o eritrograma costuma mostrar células de tamanho e cor preservados, mas em menor número. Esse raciocínio é totalmente compatível com a abordagem doutrinária da hematologia clínica: anemias por diminuição de produção, como a da insuficiência renal, tendem a ser normocíticas/normocrômicas; já anemias por defeito de síntese de hemoglobina ou DNA mudam o índice hematimétrico de forma característica. Em prova, a banca gosta de cobrar exatamente essa leitura do padrão do eritrograma.

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