Os exames de sorologia detectam anticorpos contra antígenos de bactérias, vírus, fungos, protozoários ou outros microrganismos. Qual técnica NÃO permite identificar anticorpos e o potencial contato com agentes infecciosos?
- A)Enzimaimunoensaio (ELISA)
Correta para sorologia, porque o ELISA detecta antígenos ou anticorpos por meio da reação antígeno-anticorpo.
- B)Imunofluorescência indireta (IFI)
Correta para sorologia, pois a imunofluorescência indireta é clássica para pesquisar anticorpos no soro.
- C)Reação em Cadeia de Polimerase (PCR)
Errada para o enunciado, porque a PCR detecta material genético do microrganismo, e não anticorpos.
- D)Hemaglutinação indireta (HAI)
Correta para sorologia, já que a hemaglutinação indireta pode indicar anticorpos circulantes contra o agente.
Gabarito: C
Em sorologia, a ideia central é procurar a resposta do organismo ao agente infeccioso, principalmente anticorpos produzidos após o contato com vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Por isso, técnicas como ELISA, imunofluorescência indireta e hemaglutinação indireta são muito usadas para revelar se houve exposição prévia ou infecção recente. O detalhe importante aqui é que essas provas trabalham com a reação antígeno-anticorpo. Em geral, o laboratório coloca um antígeno para capturar o anticorpo do paciente, ou usa um anticorpo marcado para enxergar a ligação. Parece simples, e é mesmo: se o sistema imune respondeu, a técnica costuma dar sinal. Já a PCR segue outro caminho. Ela não busca anticorpos, mas sim material genético do microrganismo, como DNA ou RNA, amplificando esse alvo para detectar a presença do agente infeccioso. Então, ela serve para diagnosticar diretamente o patógeno, e não para mostrar se você teve contato e produziu anticorpos. Por isso, o gabarito é a letra C. A PCR é uma técnica de biologia molecular, não de sorologia. Em linguagem de prova: sorologia olha a resposta imunológica; PCR olha a “assinatura genética” do invasor. São estratégias diferentes, cada uma com sua utilidade clínica.