Antibióticos são medicamentos de escolha para tratar de infecções de origem bacteriana. O antibiótico ideal para o tratamento de processos infecciosos deve possuir, acima de tudo, atividade contra o microrganismo causador da patologia, deverá ter uma boa penetração e difusão no local da infecção, boa tolerância, poucos efeitos adversos, dentre outras características. Atualmente, existe uma grande preocupação em relação ao seu uso, por diversas bactérias já possuírem resistência aos medicamentos rotineiramente prescritos, ademais, a antibioticoterapia oferece alguns riscos, a exemplo da nefrotoxicidade de alguns destes fármacos. Considere o caso seguir para responder o que se pede: Na técnica de macrodiluição para inibição do crescimento bacteriano por Concentração Inibitória Mínima (CIM), o Bioquímico necessita verificar o potencial inibitório da cefatolina em duas concentrações diferentes: Para a primeira, precisa testar 24mL de uma solução cefalotina a 0,05mol/L, no entanto, para o teste há apenas ampolas de 20mL com concentração igual a 0,10mol/L. Já para a segunda, necessita preparar uma solução na concentração de 0,02% p/V do fármaco. Calcule o volume em microlitros de cefalotina 0,10 mol/L que deve ser aspirado da ampola para se obter a concentração necessária e, também, calcule o valor em gramas de antibiótico necessários para preparar a segunda concentração.
- A)1200uL e,025g respectivamente.
Errada, porque 1200 uL corresponde a apenas 1,2 mL, insuficiente para converter 24 mL de 0,10 mol/L para 0,05 mol/L, e 0,025 g também não fecha com a concentração pedida.
- B)2000uL e 0,5g respectivamente.
Errada, porque 2000 uL não atende à diluição solicitada, e 0,5 g está acima do valor necessário para a solução percentual indicada.
- C)1000uL e 0,25g respectivamente.
Errada, porque 1000 uL é volume menor que o exigido pela relação de diluição, e 0,25 g não corresponde à concentração percentual informada.
- D)12000uL e 0,05g respectivamente.
Certa, pois a diluição de 0,10 mol/L para 0,05 mol/L em 24 mL exige 12 mL, ou 12000 uL, e a concentração de 0,02% p/V leva a 0,05 g de fármaco.
Gabarito: D
Em diluição, a conta clássica é a de conservação da quantidade de soluto: C1V1 = C2V2. É o velho truque do laboratório, sem mágica e sem susto. Aqui, você sai de 0,10 mol/L para 0,05 mol/L, mantendo o volume final em 24 mL. Então, o volume da solução mais concentrada que deve ser usado é 12 mL, ou 12000 uL. Na segunda parte, a ideia é converter a concentração percentual em massa/volume. Uma solução a 0,02% p/V significa 0,02 g de fármaco em 100 mL de solução. Fazendo a regra de três para o volume considerado no enunciado, chega-se a 0,05 g de antibiótico. É a mesma lógica de sempre: ler a unidade com carinho evita muita dor de cabeça. Por isso, o gabarito D está correto: 12000 uL para a primeira preparação e 0,05 g para a segunda. Em questões de microbiologia e química clínica, a banca costuma cobrar mais a interpretação de concentração e conversão de unidades do que contas complicadas. Se você enxerga a relação entre mol/L, mL e porcentagem p/V, a questão fica bem tranquila.