Durante a coleta de sangue venoso, algumas práticas são essenciais para garantir a qualidade da amostra e a segurança do paciente. Qual das alternativas abaixo apresenta a prática correta?
- A)Utilizar álcool a 70% para desinfecção da pele, deixando-o secar antes da punção.
Correta: o álcool 70% deve ser usado na antissepsia da pele e precisa secar antes da punção para garantir melhor assepsia.
- B)Aspirar o sangue rapidamente para evitar formação de coágulos no tubo.
Errada: o sangue não deve ser aspirado rapidamente, pois isso pode causar hemólise e comprometer a qualidade da amostra.
- C)Usar o mesmo torniquete em diferentes pacientes para reduzir o tempo de coleta.
Errada: torniquete é item de uso individual e não pode ser reaproveitado entre pacientes por risco de contaminação.
- D)Agitar vigorosamente os tubos com anticoagulante para homogeneizar a amostra.
Errada: tubos com anticoagulante devem ser homogeneizados por inversão suave, não por agitação vigorosa.
Gabarito: A
Na coleta de sangue venoso, o segredo é simples: técnica limpa, paciente seguro e amostra confiável. Parece básico, mas é justamente nesses detalhes que muita coleta boa vira coleta problemática quando alguém relaxa um pouco demais. A pele deve ser desinfetada com álcool a 70% e, depois, é preciso aguardar a secagem antes da punção, porque isso reduz a contaminação da amostra e também o risco de ardor desnecessário para o paciente. Além disso, a coleta venosa exige cuidados com materiais e com a homogeneização da amostra. Tubos com anticoagulante não devem ser chacoalhados com força, porque isso pode provocar hemólise e prejudicar os resultados laboratoriais. O ideal é misturar por inversão suave, conforme a orientação do fabricante. Também não existe conversa séria de reusar torniquete entre pacientes: isso fere regras básicas de biossegurança e controle de infecção. A alternativa correta é a letra A porque a antissepsia da pele com álcool a 70% e a espera pela secagem antes da punção são práticas recomendadas em flebotomia e em rotinas de laboratórios clínicos. Em termos práticos, você limpa, espera secar e só então punciona. O álcool precisa fazer o trabalho dele sem ser atrapalhado pela pressa. Esse tipo de cuidado é coerente com normas de boas práticas e com as recomendações de biossegurança em serviços de saúde, que priorizam prevenção de contaminação, segurança do paciente e integridade da amostra.