Assinale a afirmativa correta em relação ao processo de lavagem da vidraria utilizada no laboratório clínico.
- A)A lavagem de vidraria utilizada no laboratório clínico pode ser realizada com detergente líquido comum e enxaguada somente com água de torneira.
Errada, porque água de torneira sozinha pode deixar resíduos e o detergente comum não é o procedimento ideal para garantir limpeza adequada em laboratório clínico.
- B)A vidraria de laboratório não deve ser lavada; após o uso recomenda-se somente a secagem em autoclave para garantia da esterilização.
Errada, porque a vidraria deve ser lavada após o uso; secagem em autoclave não substitui a limpeza e ainda não é regra para garantia de esterilização.
- C)A vidraria de laboratório geralmente é lavada com o auxílio de escovas e solução de detergente neutro, enxaguadas com água corrente e posteriormente com água pura (destilada ou deionizada) secando em um local protegido da poeira ou em estufas de secagem (exceto para as vidrarias de precisão).
Certa, pois descreve o procedimento usual de lavagem, enxágue com água corrente e enxágue final com água destilada ou deionizada, com secagem adequada.
- D)As vidrarias de precisão, como balões volumétricos e pipetas volumétricas devem ser secadas em temperaturas elevadas acima de 200 ºC (autoclaves ou fornos).
Errada, porque vidrarias de precisão não devem ser submetidas a temperaturas elevadas para secagem, já que isso pode comprometer sua calibragem e integridade.
- E)A lavagem da vidraria de laboratório deve ser realizada uma vez ao ano, sob o risco de quebra acidental ou rachaduras decorrentes do elevado calor durante a secagem.
Errada, porque a lavagem deve ser feita após o uso, e não apenas uma vez ao ano; além disso, o problema não é esse suposto calor da secagem.
Gabarito: C
A lavagem da vidraria no laboratório clínico parece simples, mas é um daqueles detalhes que a banca adora transformar em armadilha. A lógica correta é: remover o resíduo, lavar com detergente neutro e ajuda mecânica quando necessário, enxaguar bem com água corrente e depois fazer o enxágue final com água pura, como destilada ou deionizada, para evitar interferências nas análises. Isso acontece porque resíduos de sais, detergentes ou partículas podem contaminar amostras, alterar reações químicas e até estragar uma dosagem. Em laboratório, limpeza não é só aparência de copo brilhando na prateleira: é qualidade analítica. Secagem deve ocorrer em local protegido de poeira ou em estufa de secagem, quando adequado. O gabarito está na alternativa C porque ela descreve exatamente essa rotina padrão de lavagem da vidraria. O detalhe importante é a exceção: vidrarias de precisão, como balões volumétricos e pipetas volumétricas, não devem ser secas em condições que possam alterar sua calibração ou danificá-las. Em provas de Análises Clínicas, a banca costuma cobrar o procedimento correto e misturar termos que parecem parecidos, como água de torneira, água destilada e autoclavação. Aqui, o ponto central é a remoção eficiente de resíduos e o enxágue final com água pura, para garantir limpeza sem interferência nos resultados.