A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o câncer mais comum e afeta adultos de todas as idades. A transformação maligna e a proliferação não controlada de uma célula progenitora hematopoiética resultam em alto número de blastos circulantes, substituição da medula normal por células malignas e potencial para infiltração leucêmica no SNC e testículos. Sobre a LLA, analise as afirmativas a seguir. I. O hemograma e o esfregaço periférico são os primeiros exames efetuados; pancitopenia e blastos periféricos sugerem leucemia aguda. Blastócitos no esfregaço periférico podem chegar a 90% da contagem de leucócitos. II. Exames histoquímicos, citogenéticos e de imunofenotipagem ajudam a distinguir os blastos da leucemia linfoblástica aguda daqueles da leucemia mieloide aguda ou de outros processos da doença. III. As 4 fases gerais da quimioterapia para leucemia linfoblástica aguda incluem indução da remissão, consolidação pósremissão, manutenção e intensificação temporárias e manutenção. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa traz apenas a afirmativa I, que descreve a investigação inicial da suspeita de leucemia aguda com hemograma e esfregaço periférico, além da possibilidade de pancitopenia e muitos blastos circulantes. Esse conteúdo está correto, mas fica incompleto porque a afirmativa II também está correta ao mencionar os exames que diferenciam LLA de LMA e a III também corresponde ao esquema terapêutico geral da doença. Por isso, não se pode limitar a resposta somente à I.
- B)I e II, apenas.
A alternativa reúne as afirmativas I e II. A I está certa porque o hemograma e o esfregaço periférico costumam ser os primeiros exames e podem revelar pancitopenia e blastos circulantes em grande número; a II também procede porque histoquímica, citogenética e imunofenotipagem são essenciais para definir a linhagem do blasto e afastar LMA. O erro está em excluir a III, já que a quimioterapia da LLA é organizada em fases gerais como indução, consolidação/intensificação e manutenção.
- C)I e III, apenas.
A alternativa combina I e III. A I é compatível com a prática hematológica, pois o hemograma e o esfregaço periférico levantam a suspeita diagnóstica, e a III também expressa a sequência terapêutica clássica da LLA, com indução, consolidação/pós-remissão, intensificações temporárias e manutenção. O problema é deixar de fora a II, porque a distinção entre blastos linfóides e mieloides depende justamente de histoquímica, citogenética e imunofenotipagem.
- D)II e III, apenas.
A alternativa reúne II e III. A II está correta porque esses exames complementares permitem caracterizar o blasto e diferenciar LLA de LMA, enquanto a III corresponde ao modelo geral de tratamento da LLA por fases. O equívoco é excluir a I, já que hemograma e esfregaço periférico são a porta de entrada da investigação e pancitopenia com blastos sugere fortemente leucemia aguda.
- E)I, II e III.
A alternativa reúne as três afirmativas e é a que melhor traduz a abordagem da LLA. A I descreve a suspeita inicial laboratorial, a II traz os exames que definem a linhagem e ajudam no diagnóstico diferencial, e a III resume a lógica terapêutica em fases, como indução, consolidação/intensificação e manutenção. Como as três assertivas estão de acordo com a prática hematológica, esta é a resposta correta.
Gabarito: E
A LLA é uma leucemia aguda de evolução rápida, marcada pelo acúmulo de blastos na medula óssea e, muitas vezes, no sangue periférico. Por isso, o hemograma e o esfregaço são os primeiros passos: é comum haver anemia, plaquetopenia e até pancitopenia, com blastos circulantes que podem ser muito numerosos. Em casos mais exuberantes, esses blastos podem representar grande parte dos leucócitos do sangue, o que já acende o alerta imediatamente. Depois dessa suspeita inicial, entram os exames que “colocam nome e sobrenome” na célula doente: citohistoquímica, citogenética e imunofenotipagem. Esses métodos ajudam a separar LLA de leucemia mieloide aguda e de outras situações parecidas, porque nem todo blasto é igual. Na prática, é essa bateria de exames que define a linhagem e orienta prognóstico e tratamento. Quanto ao tratamento, a LLA costuma ser organizada em fases bem clássicas: indução da remissão, consolidação, intensificação (ou reindução, em muitos esquemas) e manutenção. Em alguns materiais, a fase de intensificação aparece junto da manutenção como parte do bloco pós-remissão, mas o ponto central é que o tratamento não para na indução. A lógica é simples: primeiro derruba a doença, depois limpa o que sobrou e, por fim, mantém a remissão por mais tempo. Assim, as três afirmativas estão corretas: a primeira descreve a abordagem inicial e a presença de blastos; a segunda aponta os exames confirmatórios e de classificação; e a terceira traz as fases terapêuticas usuais da LLA. Por isso, o gabarito é a alternativa que reúne I, II e III.