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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2025

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o câncer mais comum e afeta adultos de todas as idades. A transformação maligna e a proliferação não controlada de uma célula progenitora hematopoiética resultam em alto número de blastos circulantes, substituição da medula normal por células malignas e potencial para infiltração leucêmica no SNC e testículos. Sobre a LLA, analise as afirmativas a seguir. I. O hemograma e o esfregaço periférico são os primeiros exames efetuados; pancitopenia e blastos periféricos sugerem leucemia aguda. Blastócitos no esfregaço periférico podem chegar a 90% da contagem de leucócitos. II. Exames histoquímicos, citogenéticos e de imunofenotipagem ajudam a distinguir os blastos da leucemia linfoblástica aguda daqueles da leucemia mieloide aguda ou de outros processos da doença. III. As 4 fases gerais da quimioterapia para leucemia linfoblástica aguda incluem indução da remissão, consolidação pósremissão, manutenção e intensificação temporárias e manutenção. Está correto o que se afirma em

Gabarito: E

A LLA é uma leucemia aguda de evolução rápida, marcada pelo acúmulo de blastos na medula óssea e, muitas vezes, no sangue periférico. Por isso, o hemograma e o esfregaço são os primeiros passos: é comum haver anemia, plaquetopenia e até pancitopenia, com blastos circulantes que podem ser muito numerosos. Em casos mais exuberantes, esses blastos podem representar grande parte dos leucócitos do sangue, o que já acende o alerta imediatamente. Depois dessa suspeita inicial, entram os exames que “colocam nome e sobrenome” na célula doente: citohistoquímica, citogenética e imunofenotipagem. Esses métodos ajudam a separar LLA de leucemia mieloide aguda e de outras situações parecidas, porque nem todo blasto é igual. Na prática, é essa bateria de exames que define a linhagem e orienta prognóstico e tratamento. Quanto ao tratamento, a LLA costuma ser organizada em fases bem clássicas: indução da remissão, consolidação, intensificação (ou reindução, em muitos esquemas) e manutenção. Em alguns materiais, a fase de intensificação aparece junto da manutenção como parte do bloco pós-remissão, mas o ponto central é que o tratamento não para na indução. A lógica é simples: primeiro derruba a doença, depois limpa o que sobrou e, por fim, mantém a remissão por mais tempo. Assim, as três afirmativas estão corretas: a primeira descreve a abordagem inicial e a presença de blastos; a segunda aponta os exames confirmatórios e de classificação; e a terceira traz as fases terapêuticas usuais da LLA. Por isso, o gabarito é a alternativa que reúne I, II e III.

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