Leia o trecho a seguir. Quando visualizados apenas por microscopia óptica, as diferentes populações de linfócitos são indistinguíveis morfologicamente. Porém, as subpopulações de linfócitos podem ser identificadas por meio de diferentes “grupos de diferenciação” presentes nas membranas dessas células. São proteínas que podem ser usados para identificar diferentes populações celulares. Assinale a opção que indica o método descrito acima.
- A)NGS.
NGS é sequenciamento de nova geração e serve para analisar DNA/RNA, não para identificar subpopulações de linfócitos por marcadores de membrana.
- B)Elisa.
ELISA detecta antígenos ou anticorpos em amostras, mas não é o método clássico para imunofenotipagem celular em suspensão.
- C)FISH.
FISH identifica sequências específicas de DNA ou RNA por sondas fluorescentes, sendo mais usado em genética e citogenética do que na análise de linfócitos por CD.
- D)Cariótipo.
Cariótipo avalia número e estrutura dos cromossomos, portanto não identifica diretamente populações celulares por proteínas de membrana.
- E)Citometria de fluxo.
Citometria de fluxo é o método correto porque usa anticorpos fluorescentes contra marcadores de membrana para identificar e separar subpopulações de linfócitos.
Gabarito: E
A ideia central da questão é simples: nem todo linfócito “parece” diferente ao microscópio óptico, então a identificação das subpopulações exige outro tipo de leitura. Em vez de olhar só a forma da célula, você analisa moléculas de membrana chamadas marcadores de diferenciação, muito conhecidos como CD (cluster of differentiation). Esses marcadores funcionam quase como uma etiqueta de nome no crachá da célula. A técnica clássica para isso é a citometria de fluxo, que permite avaliar células individualmente enquanto passam em suspensão por um feixe de laser. Com anticorpos marcados com fluorocromos, você detecta quais marcadores estão presentes e em que intensidade. Assim, fica possível diferenciar populações como linfócitos T, B e NK, além de subpopulações mais específicas. Por isso, o gabarito é a letra E. O enunciado descreve exatamente o uso de marcadores de membrana para identificar populações celulares, algo típico da citometria de fluxo. Em prova, sempre que aparecerem termos como CD, anticorpos fluorescentes, imunofenotipagem ou análise de células em suspensão, acenda o alerta para essa técnica. As outras alternativas pertencem a mundos diferentes: umas servem para detectar DNA/RNA, outras para proteínas solúveis ou alterações cromossômicas. Ou seja, a banca colocou vários métodos laboratoriais para ver se você reconhece o “cheiro” de cada um. Aqui, o cheiro é de imunofenotipagem por citometria de fluxo.