As reações de hibridização dos ácidos nucléicos fornecem um meio sensível de detectar um gene ou outra sequência nucleotídica de escolha qualquer. Sob condições estringentes de hibridização, duas fitas podem parear para formar uma hélice hibrida se as sequências de
- A)aminoácidos forem diferentes.
Errada, porque aminoácidos não participam da hibridização de ácidos nucléicos; o pareamento depende de bases nitrogenadas, não de proteínas.
- B)nucleotídeos forem diferentes.
Errada, porque não basta serem diferentes: a hibridização exige complementaridade entre as sequências, não simples diferença.
- C)proteínas forem complementares.
Errada, porque hibridização não é interação entre proteínas, e sim entre fitas de ácidos nucléicos.
- D)aminoácidos forem complementares.
Errada, porque aminoácidos não fazem parte desse processo e não existe pareamento por complementaridade entre eles nesse contexto.
- E)nucleotídeos forem quase que perfeitamente complementares.
Certa, porque sob condições estringentes apenas sequências de nucleotídeos quase perfeitamente complementares formam uma hélice híbrida estável.
Gabarito: E
Hibridização de ácidos nucléicos é o nome elegante para um teste de “encaixe” entre fitas de DNA ou RNA. A lógica é simples: se a sequência for compatível, elas se pareiam por complementaridade de bases, como se fosse um zíper molecular. Isso é muito usado para detectar genes, fragmentos específicos e até alterações genéticas em técnicas como sondas, Southern blot e FISH. Agora entra a parte importante da questão: em condições estringentes, o sistema fica exigente. Ou seja, não basta “parecer” complementar, tem que ser quase perfeitamente complementar para a hélice híbrida permanecer estável. Quanto maior a estringência, menor a tolerância a pareamentos errados ou falhas de correspondência. Por isso o gabarito é a letra E. A hibridização só acontece de forma estável quando as sequências de nucleotídeos são quase que perfeitamente complementares. Se houver muitas incompatibilidades, a dupla não se sustenta nas condições do teste e a ligação se desfaz. Um detalhe para não confundir: aqui estamos falando de ácidos nucleicos, então o assunto é base nitrogenada, pareamento A-T (ou A-U no RNA) e C-G, não aminoácidos nem proteínas. Em resumo, a prova quer saber se você entende que a chave do pareamento é a complementaridade de nucleotídeos, e sob alta estringência essa complementaridade precisa ser praticamente total.