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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

A pesquisa de anticorpos antinúcleo (ANA) pela técnica de imunofluorescência indireta em células HEp-2, também conhecido como fator antinúcleo (FAN) é amplamente usada para o diagnóstico de condições de origem autoimune. O padrão de FAN caracterizado como marcador de lúpus eritematoso sistêmico é o

Gabarito: A

O FAN, pesquisado por imunofluorescência indireta em células HEp-2, é um exame muito útil na triagem de doenças autoimunes, especialmente quando se suspeita de lúpus eritematoso sistêmico. Ele não fecha diagnóstico sozinho, mas ajuda bastante quando vem junto com a clínica e outros exames, porque o importante aqui não é só dar positivo, e sim o padrão de fluorescência observado. No lúpus eritematoso sistêmico, o padrão clássico associado é o nuclear homogêneo. Isso acontece porque os anticorpos reagem de forma mais difusa com componentes nucleares, deixando o núcleo com fluorescência uniforme, como se fosse uma luz bem distribuída. Em prova, quando a banca fala em marcador de LES, esse é o padrão que você deve acender na memória. Outros padrões existem e podem sugerir outras doenças ou apenas indicar achados menos específicos. Por isso, não basta pensar em "ANA positivo" de forma genérica: o tipo de marcação no núcleo, no nucléolo ou até no citoplasma faz diferença na interpretação. Na prática laboratorial e na reumatologia, o padrão do FAN é uma pista, não um veredito final. Assim, o gabarito é a alternativa A, porque o padrão nuclear homogêneo é o mais classicamente relacionado ao lúpus eritematoso sistêmico. A FGV costuma cobrar exatamente essa associação direta entre padrão de imunofluorescência e doença autoimune mais provável.

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