A pesquisa de anticorpos antinúcleo (ANA) pela técnica de imunofluorescência indireta em células HEp-2, também conhecido como fator antinúcleo (FAN) é amplamente usada para o diagnóstico de condições de origem autoimune. O padrão de FAN caracterizado como marcador de lúpus eritematoso sistêmico é o
- A)nuclear homogêneo.
Correta: o padrão nuclear homogêneo é classicamente associado ao lúpus eritematoso sistêmico.
- B)nuclear pontilhado pontos isolados.
Errada: o padrão pontilhado fino ou pontilhado isolado é menos específico e costuma aparecer em outras autoimunidades.
- C)nuclear pontilhado centromérico.
Errada: o padrão centromérico se relaciona mais com esclerose sistêmica limitada, como a síndrome CREST.
- D)nucleolar aglomerado.
Errada: o padrão nucleolar aglomerado é mais lembrado em algumas formas de esclerose sistêmica e outras doenças do tecido conjuntivo.
- E)citoplasmático pontilhado reticulado.
Errada: o padrão citoplasmático pontilhado reticulado aponta mais para autoanticorpos contra antígenos citoplasmáticos, não para o marcador clássico do LES.
Gabarito: A
O FAN, pesquisado por imunofluorescência indireta em células HEp-2, é um exame muito útil na triagem de doenças autoimunes, especialmente quando se suspeita de lúpus eritematoso sistêmico. Ele não fecha diagnóstico sozinho, mas ajuda bastante quando vem junto com a clínica e outros exames, porque o importante aqui não é só dar positivo, e sim o padrão de fluorescência observado. No lúpus eritematoso sistêmico, o padrão clássico associado é o nuclear homogêneo. Isso acontece porque os anticorpos reagem de forma mais difusa com componentes nucleares, deixando o núcleo com fluorescência uniforme, como se fosse uma luz bem distribuída. Em prova, quando a banca fala em marcador de LES, esse é o padrão que você deve acender na memória. Outros padrões existem e podem sugerir outras doenças ou apenas indicar achados menos específicos. Por isso, não basta pensar em "ANA positivo" de forma genérica: o tipo de marcação no núcleo, no nucléolo ou até no citoplasma faz diferença na interpretação. Na prática laboratorial e na reumatologia, o padrão do FAN é uma pista, não um veredito final. Assim, o gabarito é a alternativa A, porque o padrão nuclear homogêneo é o mais classicamente relacionado ao lúpus eritematoso sistêmico. A FGV costuma cobrar exatamente essa associação direta entre padrão de imunofluorescência e doença autoimune mais provável.