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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

No Brasil, o método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o exame citopatológico cérvico-vaginal. Uma mulher assintomática, sem antecedentes mórbidos, apresenta como resultado: atrofia com inflamação, sem atipias celulares. De acordo com as diretrizes brasileiras/Instituto Nacional do Câncer, configura-se um achado

Gabarito: B

No exame citopatológico cérvico-vaginal, nem toda alteração significa doença grave. Algumas descrições do laudo apontam apenas mudanças esperadas do epitélio, especialmente em fases da vida em que o hormônio cai e a mucosa fica mais fina, como no climatério e após a menopausa. Nessa situação, o esfregaço pode vir com atrofia e inflamação, mas sem atipias celulares, o que afasta lesão pré-maligna ou câncer. Pelas diretrizes brasileiras e pelo material do INCA sobre nomenclatura e interpretação do exame citopatológico, a atrofia com inflamação, quando não há atipias, é um achado compatível com o estado hipoestrogênico da pós-menopausa. Ou seja, é um padrão esperado do organismo, não uma infecção específica nem uma neoplasia. É aqui que muita gente escorrega: vê a palavra inflamação e já pensa em candidíase, vaginose ou outra infecção. Só que o laudo não descreveu microrganismos, nem pistas citológicas típicas dessas condições, e ainda destacou a ausência de atipias. Em prova, isso pesa muito. Então, o gabarito B está correto porque a atrofia com inflamação, sem atipias celulares, é um achado fisiológico após a menopausa. O foco da diretriz é separar alterações benignas do que precisa de investigação, e aqui não há sinal citológico de malignidade.

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