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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Em condições normais, a urina apresenta uma coloração que varia do amarelo claro ao âmbar. O uso de alguns medicamentos, entretanto, pode alterar a cor da urina. Uma amostra de urina (sedimento urinário) que apresente a coloração azul-esverdeada é compatível com o uso de

Gabarito: B

A cor da urina pode mudar por causa de alimentos, pigmentos, doenças e, muito frequentemente, por medicamentos. Na rotina laboratorial, isso importa porque a aparência da amostra pode dar pistas e também evitar alarmes desnecessários. A urina normal costuma variar do amarelo claro ao âmbar, principalmente pela concentração de urocromo. Quando a urina fica azul-esverdeada, pense logo em alguns fármacos que alteram pigmentação ou têm metabólitos coloridos. Entre os exemplos clássicos, a amitriptilina pode provocar essa coloração, assim como alguns outros medicamentos e corantes. Ou seja: a urina “ganha uma nova paleta”, mas isso nem sempre significa doença. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, está associada a mudança da cor urinária para tons azulados ou esverdeados em alguns pacientes. Em questões de prova, a banca gosta de cobrar essas associações diretas entre medicamento e cor da urina. Na prática, o laboratório deve sempre correlacionar o achado com a história clínica e com a lista de medicamentos em uso. Isso ajuda a diferenciar alteração por fármaco de hematuria, bilirrubinúria, infecção ou outros achados urinários.

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