Seguindo as recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Falciforme (Portaria de fevereiro de 2018), em relação ao diagnóstico da Doença Falciforme (DF) utilizando a eletroforese de hemoglobinas, assinale a afirmativa correta.
- A)A cromatografia líquida de alta resolução não tem aplicabilidade no diagnóstico da DF.
Errada, porque a cromatografia líquida de alta resolução tem, sim, aplicabilidade no diagnóstico da Doença Falciforme.
- B)A eletroforese por focalização isoelétrica não tem aplicabilidade no diagnóstico da DF.
Errada, porque a focalização isoelétrica é uma técnica válida e usada na investigação diagnóstica da Doença Falciforme.
- C)A cromatografia líquida de alta resolução é o método de escolha para o diagnóstico da DF.
Errada, porque a HPLC é uma técnica importante, mas não é o único método de escolha, já que outras metodologias também são aceitas.
- D)Tanto a metodologia por focalização isoelétrica quanto por cromatografia líquida de alta resolução podem ser utilizadas para o diagnóstico da DF.
Certa, porque tanto a focalização isoelétrica quanto a cromatografia líquida de alta resolução podem ser utilizadas no diagnóstico da Doença Falciforme.
- E)Nem a eletroforese por focalização isoelétrica, nem a cromatografia líquida de alta resolução têm aplicabilidade no diagnóstico da DF.
Errada, porque ambas as metodologias têm aplicabilidade no diagnóstico da Doença Falciforme.
Gabarito: D
A Doença Falciforme é diagnosticada, na prática laboratorial, pela identificação das hemoglobinas anormais, principalmente a HbS, por meio de técnicas de separação de hemoglobinas. No Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença Falciforme, publicado pela Portaria de fevereiro de 2018, estão previstas metodologias como a focalização isoelétrica e a cromatografia líquida de alta resolução (HPLC), entre outras, para a triagem e confirmação laboratorial. A ideia central é simples: o laboratório precisa separar as frações de hemoglobina para ver quem está ali na amostra. A focalização isoelétrica faz isso com boa resolução, enquanto a HPLC também é amplamente empregada, com alta precisão e leitura automatizada. Então, não faz sentido dizer que uma exclui a outra, porque ambas têm aplicabilidade no diagnóstico da DF. Por isso, o gabarito é a letra D. O protocolo do Ministério da Saúde não limita o diagnóstico a um único método; ele admite mais de uma técnica, desde que usada de forma adequada na investigação da hemoglobinopatia. Em prova, sempre desconfie de afirmações absolutas do tipo "não tem aplicabilidade" ou "é o único método de escolha", porque a banca adora esse truque de exclusividade artificial.