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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2022

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

As anemias hemolíticas apresentam muitas alterações laboratoriais bastante características. Entre as alterações de forma dos eritrócitos a seguir, assinale a que melhor caracteriza este grupo de anemias.

Gabarito: D

Nas anemias hemolíticas, o hemácia sofre destruição aumentada e o esfregaço costuma trazer pistas bem clássicas. Entre elas, a alteração de forma mais lembrada é o esferócito: a hemácia fica menor, mais arredondada e sem a palidez central habitual. Isso acontece porque ela perde parte da membrana, ficando com menor relação superfície-volume. Em termos práticos, é a célula que parece ter “engolido o próprio contorno”. Esse achado é muito associado a processos como esferocitose hereditária e anemia hemolítica autoimune, além de outras situações de hemólise extravascular. Na microscopia, o esferócito se destaca porque deixa de ter o formato bicôncavo normal e passa a parecer uma esfera mais densa, com pouca ou nenhuma área central clara. As outras formas citadas na questão lembram outros cenários: codócitos aparecem em hemoglobinopatias e alterações de membrana, eliptócitos em eliptocitose hereditária e algumas anemias, drepanócitos na anemia falciforme, e dacriócitos em mielofibrose e infiltração medular. Ou seja, cada forma tem seu “clássico”, e hemólise não é sinônimo de qualquer uma delas. Por isso, o gabarito é D. Entre as alterações morfológicas ligadas às anemias hemolíticas, os esferócitos são uma das marcas mais típicas e cobradas em prova. Aqui a banca quer ver se você reconhece o aspecto do esfregaço e associa com a fisiopatologia da perda de membrana eritrocitária.

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