O hemograma é o primeiro passo para o diagnóstico laboratorial da Anemia Falciforme (AF), uma doença hemolítica. A análise qualitativa dos eritrócitos é realizada por microscopia, onde é possível visualizar, por meio do esfregaço sanguíneo, hemácias em forma de foice, conhecidas por
- A)acantócitos.
Errada, porque acantócitos são hemácias com projeções espiculadas, em “espinho”, e não em forma de foice.
- B)estomatócitos.
Errada, porque estomatócitos têm aspecto de boca ou fenda central, não o formato alongado típico da anemia falciforme.
- C)drepanócitos.
Certa, porque drepanócitos são as hemácias em forma de foice observadas na anemia falciforme.
- D)granulócitos.
Errada, porque granulócitos são leucócitos da linhagem branca, não hemácias alteradas.
- E)esferócitos.
Errada, porque esferócitos são hemácias arredondadas e sem a palidez central habitual, não em foice.
Gabarito: C
Na anemia falciforme, o hemograma costuma ser o primeiro alerta, mas a confirmação morfológica vem com o esfregaço sanguíneo. Na microscopia, o que chama atenção são hemácias alongadas e curvadas, com aspecto de foice, resultado da alteração da hemoglobina e da deformação da célula em situações de baixa oxigenação. Essas hemácias em forma de foice recebem o nome de drepanócitos. O termo vem justamente da ideia de foice, então aqui a associação é direta: célula com formato de foice = drepanócito. É uma imagem clássica de prova, daquelas que a banca adora cobrar porque parece simples, mas pega quem confunde morfologia celular. Vale lembrar que o exame do esfregaço não serve só para “ver células estranhas”, mas para avaliar a qualidade e o formato dos eritrócitos. Na anemia falciforme, além dos drepanócitos, podem aparecer outras alterações compatíveis com hemólise e repetida deformação das hemácias. Por isso, o gabarito é a letra C. A imagem descrita no enunciado corresponde às hemácias falcizadas, isto é, drepanócitos, e não aos outros tipos celulares listados nas alternativas.