A dosagem dos triglicerídeos é útil na avaliação do metabolismo lipídico. Os triglicerídeos são produzidos no fígado utilizando glicerol e ácidos graxos. Juntamente com o colesterol, o teste é útil na avaliação do risco cardíaco. Um método bastante frequente para dosar os triglicerídeos é o
- A)de Watcher, que se baseia na quantificação de ácidos graxos proveniente dos triglicerídeos.
Errada: não existe esse método clássico com esse nome e a dosagem não se baseia na quantificação de ácidos graxos liberados.
- B)da ortotoluidina, que se baseia na quantificação de glicerol proveniente dos triglicerídeos.
Errada: ortotoluidina é um reagente ligado a métodos para glicose, não ao dosagem de triglicerídeos.
- C)de Sky-Peck, que se baseia na quantificação de ácidos graxos proveniente dos triglicerídeos.
Errada: Sky-Peck não é o método frequente cobrado para triglicerídeos e a lógica de medir ácidos graxos também não é a usual.
- D)colorimétrico enzimático, que se baseia na quantificação de glicerol proveniente dos triglicerídeos.
Certa: o método rotineiro é o colorimétrico enzimático, no qual se mede o glicerol gerado a partir dos triglicerídeos.
- E)UV otimizado, que se baseia na quantificação de ácidos graxos proveniente dos triglicerídeos.
Errada: a técnica UV otimizada não é a forma clássica de dosagem de triglicerídeos e não se baseia em ácidos graxos.
Gabarito: D
A dosagem de triglicerídeos é um exame clássico na avaliação do metabolismo lipídico e do risco cardiovascular. Na prática laboratorial, o método mais usado hoje é o enzimático colorimétrico, porque ele é mais específico e fácil de automatizar, o que ajuda muito no dia a dia do laboratório. Nesse método, os triglicerídeos são primeiro quebrados pela lipase, liberando glicerol e ácidos graxos. Depois, o glicerol entra em etapas enzimáticas que geram peróxido de hidrogênio, e esse produto participa de uma reação que forma cor. Quanto maior a cor, maior a concentração de triglicerídeos na amostra. Por isso, a ideia central do teste não é medir diretamente os ácidos graxos, mas sim quantificar o glicerol gerado a partir dos triglicerídeos. É exatamente esse detalhe que costuma aparecer nas provas: a banca troca o “produto medido” para ver se voce está atento ao princípio do método. Assim, o gabarito D está correto porque o método frequente é o colorimétrico enzimático, baseado na quantificação do glicerol proveniente dos triglicerídeos. Em bioquímica clínica, esse é o caminho mais cobrado, sem mistério e sem truque de laboratório.