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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2021

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Em relação à qualidade da água, a norma NIT-DICLA- 083 do INMETRO, com base nas recomendações do NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standards) define os graus de pureza da água reagente em tipos I, II e III. Dentre as aplicações a seguir, assinale a opção em que o uso de água do tipo II não é permitido.

Gabarito: E

A qualidade da água no laboratório não é detalhe: ela interfere diretamente na reprodutibilidade e na sensibilidade dos exames. Pela NIT-DICLA-083, alinhada às recomendações do NCCLS, a água reagente é classificada em tipos I, II e III, sendo o tipo I o de maior pureza, usado em técnicas mais críticas e sensíveis. Em termos práticos, a água tipo II ainda é muito boa para várias rotinas, como preparo de meios de cultura, reagentes que serão esterilizados e soluções menos exigentes. Ela também pode ser usada em algumas etapas de preparo em histologia e parasitologia, quando a pureza extrema não é indispensável. O ponto-chave da questão está nas análises quantitativas por fluorescência em imunologia. Esse tipo de método é altamente sensível a contaminantes iônicos e orgânicos, porque qualquer impureza pode gerar ruído, alterar a leitura e comprometer o resultado. Por isso, esse uso exige água de maior pureza, e a água tipo II não atende a essa exigência. Resumindo: quanto mais delicada a técnica, mais “exigente” a água precisa ser. A banca explora exatamente essa hierarquia de pureza, e por isso o gabarito é a alternativa E.

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