Em relação à qualidade da água, a norma NIT-DICLA- 083 do INMETRO, com base nas recomendações do NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standards) define os graus de pureza da água reagente em tipos I, II e III. Dentre as aplicações a seguir, assinale a opção em que o uso de água do tipo II não é permitido.
- A)Preparo de corantes para parasitologia.
Correta, pois o preparo de corantes para parasitologia pode ser feito com água tipo II, já que não é uma aplicação de altíssima sensibilidade.
- B)Preparo de meios de cultura.
Correta, porque o preparo de meios de cultura admite água tipo II na rotina laboratorial.
- C)Preparo de reagentes que devem ser esterilizados.
Correta, pois reagentes que ainda serão esterilizados não exigem, em regra, água de maior pureza que a tipo II.
- D)Preparo de corantes de rotina para histologia.
Correta, já que corantes de rotina para histologia podem ser preparados com água tipo II sem prejuízo relevante para a técnica.
- E)Análises quantitativas (imunologia) por fluorescência.
Errada, porque análises quantitativas por fluorescência em imunologia exigem água de pureza mais elevada do que a tipo II, para evitar interferências nos resultados.
Gabarito: E
A qualidade da água no laboratório não é detalhe: ela interfere diretamente na reprodutibilidade e na sensibilidade dos exames. Pela NIT-DICLA-083, alinhada às recomendações do NCCLS, a água reagente é classificada em tipos I, II e III, sendo o tipo I o de maior pureza, usado em técnicas mais críticas e sensíveis. Em termos práticos, a água tipo II ainda é muito boa para várias rotinas, como preparo de meios de cultura, reagentes que serão esterilizados e soluções menos exigentes. Ela também pode ser usada em algumas etapas de preparo em histologia e parasitologia, quando a pureza extrema não é indispensável. O ponto-chave da questão está nas análises quantitativas por fluorescência em imunologia. Esse tipo de método é altamente sensível a contaminantes iônicos e orgânicos, porque qualquer impureza pode gerar ruído, alterar a leitura e comprometer o resultado. Por isso, esse uso exige água de maior pureza, e a água tipo II não atende a essa exigência. Resumindo: quanto mais delicada a técnica, mais “exigente” a água precisa ser. A banca explora exatamente essa hierarquia de pureza, e por isso o gabarito é a alternativa E.