Em relação ao fenótipo D fraco, analise as afirmativas a seguir. I. Os antígenos D fraco reagem de maneira variável com os antissoros do antígeno D, por se tratar de uma expressão enfraquecida do antígeno D. II. Em geral, não é possível detectar o antígeno D fraco por técnicas de aglutinação direta, sendo necessário o uso de técnicas como tratamento enzimático de hemácias e Coombs indireto. III. Segundo a RDC nº 153/2004, quando a prova para D-fraco resultar positiva, o sangue deve ser rotulado como "Rh positivo". Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
A alternativa afirma que somente a I estaria correta. A I está certa porque o fenótipo D fraco corresponde a uma expressão enfraquecida do antígeno D, o que gera reatividade variável com os antissoros anti-D. O problema é que a II também traduz a dificuldade de detecção na tipagem direta, com pesquisa complementar por Coombs indireto, e a III segue a RDC nº 153/2004 ao orientar a rotulagem como Rh positivo quando o D-fraco é positivo.
- B)II, somente.
A alternativa sustenta que apenas a II estaria correta. Ela realmente descreve o ponto central de que o D fraco pode passar despercebido na aglutinação direta e, por isso, costuma exigir prova de antiglobulina indireta para ser evidenciado. Mas a I também está conceitualmente correta ao falar em expressão reduzida do antígeno D, e a III reproduz a regra da RDC nº 153/2004 sobre a identificação como Rh positivo.
- C)III, somente.
A alternativa diz que só a III está certa. A III está correta porque, pela RDC nº 153/2004, quando a prova para D-fraco é positiva, o sangue deve ser rotulado como Rh positivo. Entretanto, a I descreve adequadamente a natureza do D fraco e a II aponta sua baixa detecção na tipagem direta, com necessidade de métodos complementares, então não se pode isolar apenas a III.
- D)I e II, somente.
A alternativa entende que as assertivas I e II bastam. Isso faz sentido porque a I define o D fraco como uma expressão diminuída do antígeno D, com reatividade variável, e a II mostra que ele geralmente escapa à aglutinação direta, sendo pesquisado por técnicas como o Coombs indireto. O erro está em excluir a III, pois a RDC nº 153/2004 determina que, se o D-fraco for positivo, o sangue seja rotulado como Rh positivo.
- E)I, II e III.
A alternativa reúne corretamente as três assertivas. A I está certa porque o D fraco é uma forma de expressão enfraquecida do antígeno D, com reação variável aos antissoros anti-D. A II também procede porque esse fenótipo costuma exigir a prova de antiglobulina indireta para ser detectado, e a III está de acordo com a RDC nº 153/2004 ao orientar a rotulagem como Rh positivo quando o teste para D-fraco é positivo.
Gabarito: E
O fenótipo D fraco é uma forma de expressão reduzida do antígeno D no sistema Rh. Na prática, isso faz com que a reação com anti-D possa ser fraca e até variar conforme o reagente e a técnica usada, exatamente como diz a afirmativa I. Ou seja, o antígeno existe, mas vem “de baixa intensidade”, então o laboratório precisa ter cuidado para não confundir um D fraco com ausência de D. A afirmativa II também está alinhada com a rotina imunematológica: em muitos casos, o D fraco não aparece bem na prova direta com anti-D e pode exigir métodos indiretos, como a pesquisa pela técnica da antiglobulina indireta (Coombs indireto). A ideia de usar estratégias complementares para revelar a expressão fraca do antígeno é o ponto central aqui. Já a afirmativa III segue o que era previsto na RDC ANVISA nº 153/2004 para a classificação de doadores: se a prova de D-fraco for positiva, a bolsa deve ser rotulada como Rh positivo. Em outras palavras, detectou D fraco, não faz sentido tratar como Rh negativo no rótulo. Então o gabarito é E porque as três afirmativas estão corretas dentro da lógica laboratorial e regulatória cobrada pela banca. A FGV gosta de misturar conceito imuno-hematológico com regra prática de banco de sangue, então vale lembrar: D fraco é expressão diminuída de D, pode exigir teste indireto e, quando positivo, muda a classificação do sangue para Rh positivo.