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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2021

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Nas técnicas de imuno-histoquímica alguns componentes teciduais podem influenciar a reação e promover ligações inespecíficas. Dentre estes componentes, a peroxidase tecidual endógena é particularmente importante em reações cujo substrato cromógeno é o tetracloreto de 3'3' - diaminobenzidina (DAB). Para evitar a reação inespecífica do DAB com essa enzima, durante a técnica de imuno-histoquímica, o técnico deve incluir uma etapa em que a lâmina será incubada em uma solução contendo

Gabarito: C

Na imuno-histoquímica, a ideia é fazer o anticorpo “achar” o alvo no tecido sem que o cromógeno saia pintando qualquer coisa que apareça pela frente. O problema é que alguns tecidos têm enzimas próprias, como a peroxidase endógena, que podem reagir com o sistema de revelação e gerar marcação inespecífica. Isso fica especialmente importante quando o cromógeno usado é a DAB (diaminobenzidina), porque ela depende da ação de peroxidase para formar o produto marrom da reação. Se a peroxidase do próprio tecido ficar ativa, você pode ter falso-positivo e a lâmina vira quase uma obra de arte abstrata. Por isso, antes da etapa de revelação, o técnico faz o bloqueio da peroxidase endógena com uma solução de peróxido de hidrogênio. O H2O2 inativa essa enzima tecidual, reduzindo a coloração inespecífica e deixando a reação mais confiável. Então o gabarito é a letra C: peróxido de hidrogênio. É um passo clássico da técnica e aparece em protocolos de imuno-histoquímica como etapa de bloqueio enzimático antes do cromógeno DAB.

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