A coloração de Gram é muito utilizada na identificação de bactérias, pois classifica esses microrganismos em dois grandes grupos. Nessa técnica de coloração
- A)utililza-se como corante primário a safranina, que reage com o núcleo e os ribossomos das bactérias Gram positivas, colorindo-as de roxo.
Errada, porque a safranina não é corante primário e não cora núcleo ou ribossomos; ela funciona como contracorante no final da técnica.
- B)as bactérias são classificadas em Gram negativas, quando adquirem coloração final roxa e Gram positivas, quando adquirem coloração final rosa (avermelhada).
Errada, pois a classificação está invertida: Gram positivas ficam roxas e Gram negativas ficam rosa/avermelhadas.
- C)depois da lavagem com álcool (ou solução de álcool-cetona), as bactérias Gram negativas serão visualizadas após a aplicação do contracorante safranina.
Certa, porque após a descoloração com álcool, as bactérias Gram negativas só ficam visíveis quando recebem o contracorante safranina.
- D)o iodo (ou lugol) é o corante primário, que colore a membrana plasmática das bactérias Gram negativas com maior intensidade.
Errada, porque o iodo ou lugol não é o corante primário, e sim o mordente que ajuda a fixar o cristal violeta.
- E)as bactérias Gram positivas apresentam delgada parede celular de peptidoglicana e uma membrana externa rica em ácidos graxos, retendo, assim, o corante safranina.
Errada, porque descreve características de Gram negativas como se fossem Gram positivas e ainda atribui retenção da safranina ao grupo errado.
Gabarito: C
A coloração de Gram é uma técnica clássica da microbiologia que separa as bactérias em dois grupos com base, principalmente, na estrutura da parede celular. As Gram positivas têm uma camada espessa de peptidoglicana e retêm o complexo cristal violeta-iodo mesmo após a lavagem com álcool, ficando roxas. Já as Gram negativas têm peptidoglicana mais fina e membrana externa, perdem a coloração na etapa de descoloração e depois precisam do contracorante para serem vistas. O passo-chave da técnica é justamente a descoloração com álcool ou álcool-cetona. Nesse momento, as Gram negativas ficam incolores, porque o corante primário sai com facilidade. Depois entra a safranina, que age como contracorante e tinge essas bactérias de rosa ou avermelhado. É por isso que a alternativa C está correta: ela descreve o passo em que as Gram negativas passam a ser visualizadas após a aplicação do contracorante. Vale guardar a lógica da técnica: cristal violeta primeiro, iodo depois, álcool para diferenciar e safranina no final. Se você trocar a ordem ou o papel dos corantes, a questão pega sua atenção no susto. A coloração de Gram não revela núcleo nem ribossomos, e também não depende de membrana plasmática corada diretamente, e sim da parede celular e da retenção do complexo corante-fixador. Em resumo: Gram positiva segura o roxo; Gram negativa perde o roxo e aparece no rosa final. É a microbiologia ensinando que, às vezes, a diferença entre “ficou” e “não ficou” no laboratório é literalmente a parede celular.