Durante a coleta de sangue venoso para diversos analitos de um mesmo indivíduo, deve-se respeitar a sequência dos tubos estabelecida pela Clinical and Laboratory Standardization Institute (CLSI). Evita-se, assim, a contaminação cruzada entre eles. Na coleta múltipla de sangue a vácuo em tubos de plástico, o tubo com tampa azul clara
- A)não contém aditivos.
Errada, porque o tubo azul claro não é isento de aditivos; ele contém citrato de sódio.
- B)será usado para hemocultura.
Errada, porque hemocultura costuma usar frascos próprios ou tubos específicos, e não o tubo azul claro.
- C)contém citrato de sódio.
Certa, porque o tubo de tampa azul clara contém citrato de sódio, usado nos testes de coagulação.
- D)será usado para glicemia.
Errada, porque glicemia geralmente é coletada em tubo com fluoreto/oxalato, não em tubo azul claro.
- E)será o último da sequência de coleta.
Errada, porque a tampa azul clara não é reservada para o fim da sequência; ela tem uso específico na ordem de coleta.
Gabarito: C
Na coleta de sangue a vácuo, a ordem dos tubos existe para evitar que um aditivo de um tubo “vaze” para o próximo e altere exames. Parece detalhe de laboratório, mas faz diferença real: um restinho de anticoagulante ou de ativador pode bagunçar resultados e levar a interpretação errada. Por isso o CLSI padroniza a sequência de coleta, especialmente quando há vários tubos no mesmo paciente. O tubo de tampa azul clara é classicamente o tubo com citrato de sódio. Ele é usado principalmente para exames de coagulação, porque o citrato sequestra o cálcio e impede a coagulação da amostra até a análise. Depois, no laboratório, o cálcio é reposto na dosagem adequada para avaliar os fatores de coagulação. Então, quando a questão pergunta o que há no tubo azul claro, a resposta correta é citrato de sódio. É uma associação muito cobrada em Hematologia e Análises Clínicas: azul claro = coagulação = citrato. Se você lembrar dessa tríade, já elimina boa parte das pegadinhas. Vale guardar também que a sequência de coleta não é aleatória, justamente para reduzir contaminação cruzada entre aditivos. O CLSI é a referência técnica usada mundialmente para esse protocolo, e a banca costuma cobrar essa padronização como conhecimento prático de rotina laboratorial.