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Biomedicina - Análises Clínicas · FGV · 2021

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

Na década de 1940, Geórgios Papanicolaou introduziu procedimentos que permitiram reduzir a mortalidade por câncer cervical em 70%. O princípio básico dos métodos de Papanicolaou consistia no uso de uma coloração policromática, que permitia identificar as alterações na morfologia celular, observando o citoplasma e o núcleo das células retiradas do colo uterino. O corante ácido utilizado no método citado, que possui a propriedade de se ligar preferencialmente às células queratinizadas, é o

Gabarito: E

O exame de Papanicolaou usa uma coloração policromática, ou seja, vários corantes trabalhando juntos para destacar partes diferentes da célula. Isso ajuda a visualizar melhor citoplasma, núcleo e possíveis alterações celulares no esfregaço do colo uterino. É por isso que ele virou um marco na prevenção do câncer cervical: a técnica permite detectar lesões antes que elas evoluam. Na coloração de Pap, cada corante tem uma função bem definida. Os corantes ácidos tendem a se ligar a estruturas mais básicas, como componentes citoplasmáticos, e o Orange G é famoso por marcar células queratinizadas, deixando esse material em tons alaranjados. Em esfregaços ginecológicos, isso ajuda a evidenciar áreas de queratinização, que podem aparecer em alterações escamosas. Por isso, o gabarito é a letra E. O Orange G é o corante ácido associado à coloração de estruturas queratinizadas no método de Papanicolaou. As demais alternativas remetem a outros corantes ou combinações usadas em citologia, mas não têm essa função principal no esquema clássico de coloração. Em resumo: se a questão perguntar qual corante do Pap se liga preferencialmente a células queratinizadas, pense em Orange G. É aquele detalhe clássico de laboratório que a banca adora transformar em armadilha.

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