Leia o caso a seguir. Paciente de 38 anos, sexo masculino, que passou 5 dias viajando em área silvestre da região Norte brasileira, procura atendimento por quadro de febre precedida de calafrios, sudorese profusa, fraqueza, cansaço, mialgia e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos, baço e fígado aumentados e dolorosos à palpação, que iniciaram 5 dias após retorno de viagem. Ao realizar hematoscopia de sangue periférico, foi detectada trombocitopenia, anemia, atipias linfocitárias, presença de um pigmento granuloso pardo-amarelado nos leucócitos, além de granulações de Schuffnner e parasitas em formato de anéis ameboides no interior de algumas hemácias. Com base na história clínica, a principal hipótese diagnóstica, nesse momento, é
- A)malária.
Correta, porque o conjunto de febre periódica, anemia, trombocitopenia, esplenomegalia e parasitas em anel nas hemácias é típico de malária por Plasmodium.
- B)babesiose.
Errada, porque babesiose também pode formar parasitas em anel, mas não explica bem o contexto epidemiológico da região Norte brasileira e as alterações clássicas vistas no esfregaço.
- C)leishmaniose.
Errada, porque leishmaniose costuma cursar com febre e hepatoesplenomegalia, mas não com parasitas intraeritrocitários em anel nem granulações de Schuffner.
- D)tripanossomíase.
Errada, porque tripanossomíase não produz esse padrão de parasitismo dentro das hemácias com pigmento malárico e granulações de Schuffner.
Gabarito: A
O quadro clínico descrito aponta fortemente para malária. Febre em picos cíclicos, calafrios, sudorese profusa, anemia, trombocitopenia, hepatoesplenomegalia e o antecedente de viagem à região Norte do Brasil formam o combo clássico que acende o alerta para Plasmodium, especialmente em áreas endêmicas da Amazônia. Na prática, quando o paciente volta de área silvestre e aparece com febre intermitente, você já deve pensar em malária antes de qualquer outra hipótese mais exótica.