A espectroscopia no infravermelho (IV) é utilizada na Hemobrás para análise de hemoderivados, permitindo a detecção de impurezas e o monitoramento da integridade química das proteínas plasmáticas. A absorção de radiação no IV corresponde a alterações de energia da ordem de:
- A)0,1 a 1 kJ/mol.
Errada, porque 0,1 a 1 kJ/mol é energia baixa demais para a absorção típica no infravermelho.
- B)8 a 40 kJ/mol.
Certa, pois a espectroscopia no IV envolve transições vibracionais com energia da ordem de 8 a 40 kJ/mol.
- C)50 a 150 kJ/mol.
Errada, porque 50 a 150 kJ/mol já é uma faixa alta para IV e se aproxima mais de transições eletrônicas ou processos mais energéticos.
- D)200 a 400 kJ/mol.
Errada, porque 200 a 400 kJ/mol é energia muito alta para absorção no infravermelho.
Gabarito: B
A espectroscopia no infravermelho (IV) analisa como as moléculas absorvem radiação para mudar seus modos de vibração. Em vez de quebrar ligações, ela faz a molécula “tremer” de um jeito específico, por isso trabalha com energia relativamente baixa. É muito útil para identificar grupos funcionais, conferir pureza e acompanhar se uma proteína manteve sua estrutura química. No IV, a energia envolvida nas transições vibracionais fica na faixa de poucos kJ/mol, bem menor do que em processos eletrônicos e bem maior do que movimentos puramente térmicos. Por isso, a alternativa correta é a B, que indica cerca de 8 a 40 kJ/mol. Esse intervalo é o que melhor representa a absorção no infravermelho. Na prática, isso ajuda a detectar impurezas e alterações estruturais em hemoderivados, algo valioso na Hemobrás. Se a proteína muda sua conformação ou aparecem contaminantes, o espectro muda junto. O IV vira, então, um “detector de trepidação molecular” bem útil no controle de qualidade. Resumo de prova: IV = vibração molecular = energia baixa a moderada. Se aparecer faixa muito pequena demais ou muito alta demais, desconfie. A banca costuma cobrar exatamente essa ordem de grandeza.