A urinálise é o exame que abrange diversos testes analíticos realizados em uma amostra de urina; ele envolve três etapas distintas: análise física; análise química; e, sedimentoscopia. Os testes químicos tornaram-se mais fáceis de serem realizados com o uso das tiras que vêm impregnadas com reagentes, sendo, portanto, um modo simples, rápido e eficaz para a análise urinária. Em relação às tiras de testes para a análise de urina, assinale a afirmativa correta.
- A)Quanto mais tempo for possível deixar a tira de teste na amostra de urina, é melhor para detectar corpos cetônicos; considera-se o tempo ideal de 5 minutos.
Errada, porque a detecção de corpos cetônicos depende do tempo de leitura recomendado pelo fabricante, e não de deixar a tira mais tempo na urina.
- B)Deve-se utilizar somente amostras de urinas recentes, centrifugadas, pois os elementos formados como os glóbulos vermelhos sedimentam na parte inferior sendo, portanto, identificados.
Errada, porque a análise química por tira deve ser feita em urina fresca e, em regra, não centrifugada, já que a centrifugação altera a amostra para essa etapa.
- C)Devido às tiras de testes serem constituídas por um suporte plástico contendo determinadas áreas impregnadas com reagentes químicos fixos, ao manuseá-las para a análise, é possível tocar nas áreas de reação.
Errada, porque as áreas reagentes não devem ser tocadas, pois isso pode contaminar ou inutilizar os reagentes da tira.
- D)Permite realizar 10 ou mais análises bioquímicas de parâmetros significativos e clinicamente importantes, como: pH; proteínas; glicose; cetonas; hemoglobina; bilirrubina; urobilinogênio; nitrito; densidade; e, leucócitos.
Certa, pois a tira reagente permite a avaliação rápida de vários parâmetros bioquímicos clinicamente relevantes na urina.
- E)Para realizar a análise, a imersão da tira de teste na amostra de urina deverá ser completa e ela deverá permanecer imersa por 180 segundos. Para que a reação química entre a tira e a urina ocorra, deve-se retirar o excesso da urina da fita, raspando a borda da tira no recipiente.
Errada, porque a tira não deve permanecer imersa por 180 segundos e o excesso de urina não deve ser retirado raspando a tira no recipiente.
Gabarito: D
A urinálise por tira reagente é aquela parte prática do laboratório que parece simples, mas cobra atenção em cada detalhe. A tira traz áreas químicas específicas que reagem com componentes da urina, permitindo uma triagem rápida de vários parâmetros ao mesmo tempo. Por isso, a técnica correta de uso da fita faz toda a diferença para não estragar o resultado. Em geral, a leitura é feita em urina fresca, sem centrifugação para a análise química de rotina, porque a tira foi pensada para medir substâncias dissolvidas na amostra. Depois da imersão, o excesso é retirado de forma adequada, sem esfregar a tira no recipiente, e os tempos de leitura variam conforme cada parâmetro e conforme o fabricante. Nada de inventar moda com 180 segundos fixos para tudo, porque cada área reage em um tempo próprio. O gabarito é a letra D porque a tira reagente realmente permite avaliar vários parâmetros bioquímicos importantes de forma rápida e prática, incluindo pH, proteínas, glicose, cetonas, hemoglobina, bilirrubina, urobilinogênio, nitrito, densidade e leucócitos. Isso está em linha com a rotina laboratorial e com as instruções técnicas dos fabricantes, que orientam a leitura comparativa das cores em tempos definidos para cada analito. Na prática, a grande sacada é lembrar que a tira é uma triagem padronizada: cada campo tem um reagente específico, e o laboratório deve seguir rigorosamente o manual do kit. Em urinálise, o detalhe pequeno costuma ser o que salva o resultado.