No contexto de análises laboratoriais, a capacidade do método de fornecer resultados próximos entre si, quando a mesma amostra é submetida a medidas repetidas, nas mesmas condições analíticas, é conhecida como:
- A)Precisão.
Correta, porque descreve a proximidade entre resultados repetidos da mesma amostra nas mesmas condições, que é a definição de precisão.
- B)Exatidão.
Errada, porque exatidão é a proximidade do resultado com o valor verdadeiro, e não apenas entre resultados repetidos.
- C)Sensibilidade clínica.
Errada, porque sensibilidade clínica trata da capacidade de identificar corretamente quem tem a doença, em contexto diagnóstico.
- D)Sensibilidade analítica.
Errada, porque sensibilidade analítica é a menor quantidade detectável de analito pelo método, não a repetibilidade das medidas.
- E)Especificidade analítica.
Errada, porque especificidade analítica é a capacidade de o método medir apenas o analito de interesse, sem interferências.
Gabarito: A
Em análises laboratoriais, quando você repete a medida da mesma amostra nas mesmas condições e os resultados ficam bem próximos entre si, o que está sendo avaliado é a precisão. Pense nela como a “concentração dos tiros”: eles podem até não acertar o centro, mas ficam juntos. Isso é diferente de exatidão, que é chegar perto do valor verdadeiro. A precisão está ligada à reprodutibilidade e à repetibilidade do método. Se as medidas variam muito de uma repetição para outra, o método é pouco preciso. Já quando a variação é pequena, o método mostra estabilidade e consistência, que é exatamente o que o enunciado descreve. Por isso, o gabarito é a letra A. O texto fala em resultados próximos entre si, com a mesma amostra e nas mesmas condições analíticas, sem mencionar valor verdadeiro. Isso aponta diretamente para precisão, e não para acurácia/exatidão. Na prática, essa distinção cai muito em prova porque a banca adora trocar os conceitos: precisão olha para o quanto os resultados “conversam entre si”, enquanto exatidão olha para o quanto eles estão próximos do alvo verdadeiro. É aquele clássico da bancada: um método pode ser repetível e ainda assim estar errado, se estiver repetidamente errado.