“Teste realizado em pacientes refratários multitransfundidos; seu uso comum determina o tipo Antígeno Leucocitário Humano (HLA) do paciente. Conhecido também como anticorpo antiplaqueta, é um exame útil para confirmar o diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI).” Trata-se de um método para realização do teste:
- A)ELISA.
Correta, porque o ELISA é um método imunológico usado para detectar anticorpos anti-HLA e anti-plaqueta em pacientes multitransfundidos ou com suspeita de PTI.
- B)Cromatografia.
Errada, porque cromatografia é técnica de separação de substâncias, não um método de pesquisa de anticorpos antiplaqueta ou HLA.
- C)Hemaglutinação (Coombs indireto).
Errada, porque o Coombs indireto é usado para pesquisar anticorpos contra hemácias, especialmente em incompatibilidade transfusional e doença hemolítica, não para plaquetas.
- D)Coloração de May-Grunwald-Giemsa.
Errada, porque a coloração de May-Grunwald-Giemsa serve para avaliação morfológica em esfregaços sanguíneos e não para detectar anticorpos.
- E)Cromatografia Líquida de Alta Performance (HPLC).
Errada, porque HPLC é uma técnica analítica de separação e quantificação de compostos, sem relação com a detecção imunológica descrita no enunciado.
Gabarito: A
Quando o enunciado fala em paciente multitransfundido, refratariedade e pesquisa de antígenos HLA ou anticorpos antiplaqueta, ele está apontando para um teste imunológico. Nessa situação, o laboratório quer detectar anticorpos no soro do paciente contra antígenos de plaquetas ou leucócitos, algo muito comum em contextos de aloimunização após transfusões repetidas. O método clássico para esse tipo de investigação é o ELISA, porque ele permite capturar e detectar anticorpos específicos com boa sensibilidade. Em termos práticos, o teste funciona como uma "caça ao anticorpo": se houver anticorpos anti-HLA ou anti-plaqueta, o sistema reage e isso ajuda tanto na triagem quanto na confirmação do quadro imunológico. Isso é útil na Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI), em que a destruição plaquetária tem base imune, e o exame de anticorpos pode apoiar o diagnóstico. Em pacientes multitransfundidos, o raciocínio é ainda mais importante porque a exposição repetida a antígenos pode estimular a formação desses anticorpos e atrapalhar a resposta transfusional. As outras alternativas fogem do alvo: aqui não se busca separar substâncias por migração, corar células, nem medir compostos por técnicas de bioquímica clínica geral. A banca quer que você reconheça o exame imunológico de pesquisa de anticorpos, e por isso o gabarito é a letra A.