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Biomedicina - Análises Clínicas · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Biomedicina - Análises Clínicas

O êxito na observação e isolamento do agente etiológico é condicionado, além dos procedimentos adequados de coleta, transporte, conservação e armazenamento da amostra, à execução correta de seu processamento prévio ao exame micológico. Trata-se de uma correta recomendação em relação ao processamento de amostras para o exame micológico:

Gabarito: A

No exame micológico, o primeiro cuidado não é o fungo em si, mas a amostra chegando bem ao laboratório: coleta, transporte, conservação e processamento fazem toda a diferença. Em amostras de pele, pelos, cabelos e unhas, a lógica é “limpar o cenário” para enxergar melhor as estruturas fúngicas no microscópio. Por isso, a clarificação com solução de KOH a 20% é um passo clássico e correto no exame microscópico direto desse tipo de material. O hidróxido de potássio dissolve a queratina e outros detritos, deixando hifas, leveduras e artroconídios mais visíveis. É aquele truque simples que ajuda a revelar o que estava escondido no meio da bagunça. A alternativa A está correta justamente por trazer essa recomendação para pelos, cabelos e escamas de unha. Esse é um procedimento muito usado na micologia diagnóstica, especialmente quando se suspeita de dermatófitos. As demais opções tropeçam em princípios básicos de processamento: tecidos devem ser fragmentados, líquidos de sítios estéreis costumam exigir concentração por centrifugação e amostras como sangue não se resolvem com microscopia direta como regra. Em resumo: na micologia, cada amostra pede um preparo próprio, e não existe “receita única” que funcione para tudo.

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