Assinale, respectivamente, o método e o agente etiológico identificado pela técnica que consiste em “etapas de desemoglobinização do sangue por adição de solução hipotônica de azul de metileno fosfatado sobre a amostra por dois segundos; enxágue da lâmina com água tamponada; coloração pela solução de Giemsa por 10 minutos; enxágue da lâmina com água tamponada; e, secagem da lâmina”.
- A)Gram; bacilo álcool-ácido resistente.
Errada: a coloração de Gram é usada principalmente para classificar bactérias, não para essa técnica de gota espessa com desemoglobinização.
- B)Prata metenamina de Gomori (GMS); fungo.
Errada: prata metenamina de Gomori (GMS) é voltada sobretudo para fungos, não para a identificação descrita no enunciado.
- C)Walker para coloração da gota espessa; plasmódio.
Certa: o protocolo descrito corresponde ao método de Walker para gota espessa, usado na pesquisa de Plasmodium.
- D)Giemsa para coloração do esfregaço delgado; espiroqueta.
Errada: Giemsa em esfregaço delgado pode ser usado em hematologia e parasitologia, mas a descrição não é de esfregaço delgado e nem de espiroqueta.
- E)Wright para coloração da gota espessa; bactérias Gram-positivas.
Errada: Wright pode ser usado em esfregaços sanguíneos, mas não é o método descrito, e bactérias Gram-positivas não são o alvo dessa técnica.
Gabarito: C
A descrição do procedimento aponta para a coloração da gota espessa, muito usada na pesquisa de hemoparasitas, especialmente a malária. Nessa técnica, o sangue passa por uma etapa de desemoglobinização, o que deixa o material mais “limpo” para visualizar os parasitas ao microscópio, enquanto os elementos celulares ficam parcialmente removidos. O ponto-chave aqui é a sequência com solução hipotônica de azul de metileno fosfatado, enxágue com água tamponada e, depois, Giemsa. Essa combinação é típica do método de Walker para coloração da gota espessa, empregado para evidenciar Plasmodium em amostras de sangue. Em prova, quando aparecem “gota espessa”, “desemoglobinização” e “Giemsa”, o radar já deve apitar para malária. O Giemsa não é exclusivo desse método, mas aqui ele aparece dentro do protocolo específico da gota espessa. A lógica é simples: a gota espessa concentra o parasita, aumentando a chance de detecção, e o corante ajuda a destacar as formas parasitárias. É um clássico da bioquímica e da parasitologia na prática laboratorial. Por isso, o gabarito é a alternativa C: método de Walker para coloração da gota espessa, identificando plasmódio. As demais opções misturam métodos que são usados para outros microrganismos ou outras preparações microscópicas.